LITURGIA DA PALAVRA: Liturgia Diária - Primeira Leitura - Segunda Leitura - Salmos - Evangelho - Homilia - Santo do Dia - Orações - Mensagens de Fé
sábado, 26 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Guiado por Ela, nunca me cansarei
Aprendi com Maria que não posso desistir
Na cruz, Maria ofereceu o maior ato de amor a Deus,
oferecendo também o seu Filho. Adorar é amar a Deus com todas as nossas forças,
mesmo quando não somos capazes de entender tudo o que nos acontece, mas na
certeza de que Deus está no controle de todas as coisas, na certeza de que Ele
nos conhece e sabe o que é melhor para nossas vidas.
Na cruz, aprendi com Maria que eu não posso desistir, que eu
preciso ir em frente, sem desanimar, sem perder a esperança. Entendo hoje que
quando os ventos da tentação sopram contra mim, olho para a estrela, invoco a
Santíssima Virgem. Seguindo-a, sei que não me perderei; invocando-a, não me
desesperarei; contemplando-a, não errarei. Por Ela amparado, jamais cairei; sob
a sua proteção, nenhum mal me causará o inimigo. Guiado por Ela, nunca me
cansarei; com a ajuda propícia dela chegarei por certo ao porto seguro: o Reino
de Deus.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Precisamos estar com Maria
"Nossa Senhora está aqui, eu a vejo, sim, a vejo andar
pelos corredores da sua casa", disse São João Bosco.
A Santíssima Virgem Maria é nossa Mãe, sua Mãe, e mesmo
quando não a reconhecemos Ela olha para nossas necessidades. Quanto maior a
necessidade, mais Maria se faz presente. Se sua casa e sua família estão
padecendo de grandes problemas, Nossa Senhora está muito mais presente nela do
que você pensa. Ela está constantemente percorrendo os cômodos da sua casa.
Para que Deus possa operar maravilhas basta que alguém acredite e tenha fé. Ela
é nosso grande exemplo disso.
Nós estamos em tempos de luta. A luta é entre a Mulher e o
dragão (cf. Apocalipse 12, 1-18). Por isso, precisamos estar com Maria, ao lado
dela. Precisamos estar debaixo do seu manto. Mais ainda: temos de estar no seu
ventre, como Jesus esteve, bem debaixo de seu coração. É Ela quem vai vencer o
maligno. A bendita entre as mulheres!
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova
sábado, 5 de janeiro de 2013
Maria é a nossa Mãe protetora
Maria é uma Mãe cheia de ternura. Quando Ela terminou sua
missão foi arrebatada ao céu em corpo e alma. Renovemos nossa consagração a
Ela. Nós estamos em tempos de luta. A luta é entre Ela e o dragão. Por isso,
precisamos estar com a Santíssima Virgem Maria. E na luta contra o maligno quem
luta é Ela. Para sermos protegidos dos ataques dele temos de estar com Ela,
debaixo de seu manto.
Ela é a nossa protetora. A bendita entre as mulheres! Ela é
quem vai esmagar a cabeça da serpente e vencer a batalha! É por isso que nós
dizemos:
"Oh, minha Senhora, oh minha Mãe, eu me ofereço todo a
vós. E em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia os meus
olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser. E
porque assim sou vosso, oh incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como
coisa e propriedade vossa." Amém!
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
MARIA, GRANDEZA DE SER MULHER...
A Virgem Maria foi uma mulher que revolucionou o seu tempo.
Uma mulher culta e que conhecia as Leis e os Profetas. Uma mulher
cheia de predicados e princípios, que afastam totalmente a crença da sua
simplicidade e pobreza, como querem mistificá-la, e poucas ousariam, ante
tantos fatos relacionados a sua pessoa e que a colocam em destaque como mulher à
frente do seu tempo, onde as demais viviam ignorantes, escravizadas e submissas,
a atitudes tão independentes.
Maria demonstra sua independência, de atitudes e
conhecimento, quando o Anjo Gabriel comunica que ela será mãe. Ela aceita sem
questionamentos.
Ela assume, aquela maternidade, contra todos os preconceitos,
inclusive de José, que a princípio não acredita. Ela foi suficientemente forte
para convencê-lo da verdade e mantê-lo calado, como também para impor a sua
vontade e, de cabeça erguida, desafiar os costumes e a lei que mandava
apedrejar, até a morte, uma mulher adúltera, quando aparece, diante de todos, grávida.
Maria segurou este impasse e venceu o seu segundo desafio. Digo
segundo porque acredito que o primeiro foi o conhecimento. Esta foi a primeira
revolução que se processou no seu ser. Ensinamentos recebidos no Templo de
Jerusalém, onde fora oferecido aos três anos de idade. Somente muita
determinação e coragem poderiam fazê-la tão independente e segura de suas decisões.
Outros tantos desafios enfrentou até a morte de Jesus, na
cruz, suportando, ela, dores incomparáveis, que somente uma mãe, cheia da graça
do Espírito Santo, poderia suportar. E guardando tudo no seu coração.
Quando visitando Isabel, sua prima que estava grávida de João,
recita o cântico do Magnificat, relaciona-o a quatorze textos do Antigo
Testamento. Fato raríssimo entre as mulheres nesta época, que estavam mais para
analfabetas, que para conhecedoras de uma vasta cultura hebraica e quiçá, helênica
e romana.
Podemos perceber que a mesma assumiu a alfabetização e os
principais ensinamentos das Sagradas Escrituras a Jesus. Não somente na sua infância,
mas aos 13 anos, quando atinge a maior idade masculina na sua tradição, e até
os 33 anos quando inicia sua vida pública.
É Maria, sua mãe, quem o conduz!
É Maia, sua mãe, que o faz realizar o primeiro milagre!
É ela que está sempre presente!
Presente do primeiro ao Seu último dia de vida e depois
assumindo a maternidade do Seu povo; a minha maternidade, a sua maternidade,
você queira ou não queira.
Não foi por acaso que esta mulher, que vivenciou e sofreu,
no silêncio, toda a dor da entrega do seu filho em prol do projeto salvífico,
foi escolhida para ser a mãe, cuidadosa, intercessora e presente, do filho de
Deus.
Alvaro de Oliveira
Recife, 06/12/2012
Comparação entre o Magnificat e trechos do Antigo Testamento
Magnificat
Comparação entre trechos do Magnificat (cântico entoado por
Nossa Senhora quando de sua visita a sua prima Santa Isabel) e trechos do
Antigo Testamento. Os excertos do Magnificat são extraídos do Evangelho de São
Lucas.
Sagradas Escrituras
46 - E Maria disse: Minha
alma glorifica ao Senhor,
Salmo 33, 4:
Engrandecei comigo o Senhor, e exaltemos o seu nome todos à
uma.
47 - meu espírito
exulta (de alegria) em Deus, meu Salvador,
I, Reis, 2: 1
O meu coração exultou no Senhor, a minha força foi exaltada
no meu Deus; a minha boca dilatou-se para responder aos meus inimigos, porque
me alegrei na salvação que recebi de ti.
Habacuc, 3: 18
Eu, porém, regozijar-me-ei no Senhor, e exultarei
no Deus meu salvador.
48 - porque lançou os
olhos para a baixeza da sua escrava; Portanto, eis que, de hoje em diante,
todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
I Reis, 1, 11:
(Ana): Senhor dos exércitos, se te dignares olhar a aflição
da tua serva, e te lembrares de mim, e não esqueceres a tua serva, e deres à
tua escrava um filho varão, eu o darei ao Senhor durante todos os dias da sua
vida e a navalha não passará pela sua cabeça.
Gênesis, 30, 13:
E Lia disse: Isto é por minha dita, porque as mulheres me
chamarão ditosa, por isso o chamou Aser.
49 - Porque fez em mim
grandes coisas aquele que é poderoso, e cujo nome é santo.
Salmo 110, 9:
Enviou a redenção a seu povo; estabeleceu para sempre a sua
aliança; Santo e venerável é o seu nome.
50 – E cuja
misericórdia (se estende) de geração em geração sobre aqueles que o temem.
Salmo 102, 17:
Mas a misericórdia do Senhor estende-se desde a eternidade e
para sempre sobre os que o temem, e a sua justiça (exerce-se) com os filhos dos
filhos.
51 - Manifestou o
poder do seu braço; dissipou aqueles que se orgulhavam nos pensamentos do seu
coração.
Salmo 70, 19:
e a tua justiça, ó Deus, que
chega até aos céus, com a qual tão grandes coisas tens operado: ó Deus, quem é
semelhante a ti?
Salmo 117, 16:
A destra do Senhor
levantou-me, a destra do Senhor atuou com firmeza.
Salmo: 88, 11
Tu calcastes a Raab, ferido
de morte, com a força do teu braço, dispersaste os teus inimigos.
52 – Depôs do trono os
poderosos, e elevou os humildes.
Salmo, 146, 6:
O Senhor eleva os humildes,
abate os ímpios até à terra.
Eclesiástico, 10, 17:
Deus destruiu os tronos dos
príncipes soberbos, e em seu lugar colocou os humildes.
53 - Encheu de bens os
famintos, e despediu vazios os ricos.
I Reis, 2, 5:
Os que antes estavam cheios
de bens assalariaram-se para terem pão; e os famintos foram saciados; até a
estéril teve muitos filhos; e a que tinha muitos, perdeu a força (de os ter).
54 - Tomou cuidado de
Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia; 55 - conforme tinha dito a nossos pais, a Abraão e à posteridade, para
sempre.
Miquéias 7, 20:
Tu (ó Senhor) mostrarás a
verdade da tua promessa a Jacó, farás misericórdia a Abraão, como juraste a
nossos pais desde os dias antigos.
Fonte:
Montfort Montfort -
"Comparação entre o Magnificat e trechos do Antigo Testamento"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=oracoes&subsecao=diversas&artigo=magnificat&lang=bra
Online, 06/12/2012 às 17:49h
sábado, 10 de novembro de 2012
APRENDENDO COM NOSSA SENHORA A SER FIEL
Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais
A fidelidade a uma pessoa, a um amor, a uma vocação, é um
caminho em que se alternam momentos de felicidade e períodos de escuridão e
dúvida. Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais, vendo a mão
de Deus também naquilo que não compreendemos.
Decorreram quarenta dias após o nascimento de Jesus, e a
Sagrada Família põe-se a caminho para cumprir o que está mandado pela Lei de
Moisés: todo varão primogênito será consagrado ao Senhor (Lc 2, 23). A
distância de Belém a Jerusalém não é muita, mas são necessárias várias horas
para percorrê-la a cavalo; uma vez na capital judaica, Maria e José dirigem-se
ao Templo. Antes de entrar, cumpririam com toda piedade os ritos de purificação;
também comprariam, em uma tenda próxima, a oferta prescrita aos pobres: um par
de rolas ou duas pombinhas. A seguir, através das portas de Hulda e dos
monumentais corredores subterrâneos por onde transitavam os peregrinos,
chegariam à grande explanada. Não é difícil imaginar a sua emoção e
recolhimento enquanto se encaminhavam para o átrio das mulheres.
Talvez neste momento teria se aproximado um homem idoso. Em
seu rosto reflete-se a satisfação. Simeão saúda com afeto a Maria e a José, e
manifesta a ansiedade com que esperava esse momento. É consciente de que seus
dias estão chegando ao fim, mas sabe também – o Espírito Santo revelou-lhe (Lc
2, 26) – que não morreria sem ver o Redentor do mundo. Ao vê-los entrar, Deus
fez-lhe reconhecer, nesse Menino, o Santo de Deus. Com o lógico cuidado que a
tenra idade de Jesus requeria, Simeão o toma em seus braços e eleva comovido a
sua oração: agora, Senhor, podes deixar teu servo ir em paz, segundo tua
palavra: porque meus olhos viram a tua salvação, a que preparastes ante a face
de todos os povos: luz para iluminar aos gentios e glória de teu povo Israel
(Lc 2, 29-32).
Ao final da sua prece, Simeão dirige-se especialmente a
Maria, introduzindo naquele ambiente de luz e alegria, um vislumbre de sombra.
Continua falando da Redenção, mas acrescenta que Jesus será sinal de
contradição, a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações, e diz
à Virgem: uma espada traspassará a tua alma (Lc 2, 34-35). É a primeira vez que
alguém fala desse modo.
Até esse momento, tudo - o anúncio do Arcanjo Gabriel, as
revelações a José, as palavras inspiradas da sua prima Isabel e as dos pastores
- tinha proclamado a alegria pelo nascimento de Jesus, Salvador do mundo.
Simeão profetiza que Maria levará em sua vida o destino do seu povo, e ocupará
um papel de primeira grandeza na salvação. Ela acompanhará o seu Filho,
colocando-se no centro da contradição, em que os corações dos homens se
manifestarão a favor ou contra Jesus.
Evidentemente, a Virgem Maria percebe que a profecia de
Simeão não desmente, mas completa tudo o que Deus lhe foi dando a conhecer
anteriormente. A sua atitude, nesse momento, será a mesma que as páginas do
Evangelho sublinham em outras ocasiões: Maria guardava todas estas coisas
meditando-as no seu coração (Lc 2, 19; cf. Lc 2, 51). A Virgem medita os
acontecimentos; busca neles a vontade de Deus, aprofunda nas inquietações que
Yahvé põe em sua alma e não cai na passividade perante o que acontece ao seu redor.
Esse é o caminho, como assinalava João Paulo II, para poder ser leais com o
Senhor: «Maria foi fiel antes de mais nada quando se pôs a buscar, com amor, o
sentido profundo do desígnio de Deus nela e para o mundo (...). Não haverá
fidelidade se não houver, na raiz, esta ardente, paciente e generosa busca; se
não se encontrasse no coração do homem uma pergunta, para a qual só Deus tem a
resposta, melhor dito, para a qual só Deus é a resposta» (João Paulo II,
Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).
Assista também: "Confiança Inabalável no Senhor",
com padre Roger Luís
Essa busca da vontade
divina leva Maria à acolhida, à aceitação do que descobre. Maria encontrará ao
longo de seus dias numerosas oportunidades para poder dizer «que se faça, estou
pronta, aceito» (ibid). Momentos cruciais para a fidelidade, nos quais
provavelmente advertiria que não era capaz de compreender a profundidade do
desígnio de Deus, nem como se levaria a termo; e no entanto, observando-os
atenciosamente aparecerá claramente o seu desejo de que se cumpra o querer
divino. São acontecimentos nos quais Maria aceita o mistério, encontrando-lhe
um lugar na sua alma «não com a resignação de alguém que capitula em frente a
um enigma, a um absurdo, senão com a disponibilidade de quem se abre para ser
habitado por algo –por Alguém!– maior que o próprio coração»(ibid).
Sob o olhar atento de Nossa Senhora, Jesus crescia em
sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52); quando
chegaram os anos da vida pública do Senhor, ia se dando conta de como se
realizava a profecia de Simeão: este será posto para ruína e ressurreição de
muitos em Israel, e para sinal de contradição (Lc 2, 34). Foram anos em que a
fidelidade de Maria se expressou no «viver de acordo com o que se crê. Ajustar
a própria vida ao objeto da própria adesão. Aceitar incompreensões,
perseguições antes que permitir rupturas entre o que se vive e o que se crê»;
anos de manifestar de mil modos o seu amor e lealdade a Jesus. Anos, enfim, de
coerência: «o núcleo mais íntimo da fidelidade». Mas toda fidelidade – como lhe
é própria – «deve passar pela prova mais exigente: a da duração», isto é, a da
constância. «É fácil ser coerente por um dia ou por alguns dias. Difícil e
importante é ser coerente por toda a vida. É fácil ser coerente na hora da
exaltação, difícil ser na hora da tribulação. E só pode se chamar fidelidade
uma coerência que dura ao longo de toda a vida» (João Paulo II, Homilia na
Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).
Assim o fez Nossa Senhora: leal sempre, e mais ainda na hora
da tribulação. Encontra-se lá, no transe supremo da Cruz, acompanhada de um
reduzido grupo de mulheres e do Apóstolo João. A terra cobriu-se de trevas.
Jesus, fincado no madeiro, com uma imensa dor física e moral, lança ao céu uma
oração que reúne sofrimento pessoal e radical segurança no Pai: Eloí, Eloí,
lemá sabacthaní? –que significa: meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
(Mc 15, 34). Assim começa o Salmo 22, que culmina em um ato de confiança:
lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os confins da terra (Sl 22
(21), 28).
Quais seriam os pensamentos de Nossa Mãe ao escutar o grito
de seu Filho? Durante anos tinha meditado no que o Senhor esperava dela. Agora,
vendo o seu Filho sobre a Cruz, abandonado por quase todos, Nossa Senhora teria
presentes as palavras de Simeão: uma espada traspassava as suas entranhas.
Sofreria, de modo singular, a injustiça que se estava consumando. E, no
entanto, na escuridão da Cruz, sua fé lhe poria diante dos olhos a realidade do
Mistério: estava se realizando o resgate de todos os homens, de cada homem.
As palavras de Jesus, cheias de confiança, lhe fariam
entender com luzes novas que a sua própria aflição a associava mais intimamente
à Redenção. Do alto do patíbulo, no momento mesmo da sua morte, Jesus cruza o
olhar com o de sua Mãe. Encontra-a ao seu lado, em união de intenções e de
sacrifício. E assim, «o fiat de Maria na Anunciação encontra a sua plenitude no
fiat silencioso que repete ao pé da Cruz. Ser fiel é não trair, às escuras, o
que se aceitou em público» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da
Cidade do México, 26/01/1979).
Com a sua diária correspondência, a Virgem tinha-se
preparado para este instante. Sabia que, com a sua entrega incondicional no dia
da Anunciação, também tinha abraçado, de algum modo, estes acontecimentos nos
quais agora participa com plena liberdade interior. «A sua dor forma um todo
com a de seu Filho. É uma dor cheia de fé e de amor. A Virgem Maria no Calvário
participa da força salvífica da dor de Cristo, unindo seu fiat, seu sim, ao de
seu Filho» (Bento XVI, Discurso do Angelus, 17/09/2006). Maria permanece fiel,
e oferece a seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à
vontade divina (Via Sacra, IV estação). E sob a proteção dessa fidelidade, o
Senhor coloca São João e, com ele, a Igreja de todos os tempos: aí tens a tua
mãe (Jo 19, 27).
J.J. Marcos
Fonte: Canção Nova
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