sábado, 16 de agosto de 2014

A SEMPRE BEM-AVENTURADA

O encontro das duas parentes em sua primeira gravidez se direciona para o encontro misterioso de Jesus e João e para o hino de Maria. Estabelece-se a ligação entre as duas anunciações e os respectivos filhos. Através de sua mãe, o profeta precursor saúda e dá testemunho do Senhor presente em Maria de Nazaré. Isabel acolhe Maria "em alta voz", como o povo acolheu a arca da presença de Deus com fortes aclamações (cf. 1Cr 15,28;2Cr 5,13-14). Davi exclama: "Como poderá vir a mim a arca do Senhor"? (2 Sm 6,9); mas depois acolherá a arca com alegria e danças. Isabel interpreta o agitar-se da nova vida que leva no seio como um anúncio profético da alegria por aquele que devia ser consagrado pelo Espírito desde o seio materno (cf. Jr 1,5;Is 49,1;Lc 1,15). Maria é agora a arca que traz a presença salvífica do Senhor ao meio de seu povo.  Porque ao saudar a sua prima, Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando Maria a visitou! Assim sendo, a Mãe de Jesus nos ensina que quando levamos Jesus para as pessoas, elas também ficam cheias do Espírito, por isso, se alegram com a nossa chegada. Às vezes até podemos achar que somos imprescindíveis e muito importantes para o irmão, todavia, devemos ter consciência de que somos meros canais da graça do Senhor. O Espírito Santo é quem realiza a obra do Senhor no nosso coração e é quem nos faz sair de nós mesmos e ir à busca dos que estão necessitados. Sem mesmo percebermos nós somos instrumentos de Deus na vida dos nossos irmãos para que se cumpram os Seus desígnios e os Seus planos se realizem. Basta que nos ponhamos atentos e disponíveis, o Senhor nos usa para levarmos consolo, abrigo, alegria e solidariedade.
De fato, Ela é saudada por Isabel como a mais bendita entre as mulheres  porque o menino que nela está é o Senhor (cf Jt 13,18). Enfim Isabel proclama a bem-aventurança de Maria, que dá um significado profundo à sua maternidade: Maria é aquela que acreditou na eficácia da Palavra de Deus. Nenhuma maternidade da história pode ser comparada com a de Maria.
Ela soube distinguir isto e não perdeu tempo, pôs-se a caminho das montanhas esquecendo a glória de ser mãe de Deus se fez serva, auxiliadora, anunciadora e canal da graça do Espírito Santo. Assim, ela foi a primeira a levar a alegria de Jesus ao mundo! Maria mesma se auto afirmou ser bem-aventurada, feliz, cheia de graças! Somos também bem aventurados se acreditamos nas promessas do Senhor. O Espírito Santo é quem nos ensina a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida, por isso, também somos felizes. Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios.
O Magnificat é o seu cântico de agradecimento, o louvor que Ela dirige para Deus, que fez tudo, ao passo que Ela deixou fazer. E Ela profetiza: "Doravante todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada". Profecia que vem se cumprindo na Igreja de Cristo Jesus, o Senhor.
Você também se considera bem aventurado (a)? Você se sente comprometido (a) com Deus? – Você tem usado o Espírito Santo que mora em você para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados?- Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!  Reze com Maria, hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo!”
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA



Da Constituição Apostólica
Munificentíssimus Deus, do papa Pio XII

«Teu corpo é santo
e cheio de glória»

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de
Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já
conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e
conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta
festa temem vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não
sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua
celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade
da tradição... declarou com vigorosa eloquência: “Convinha que aquela que
guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da
morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o
Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.” [...]

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus
Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada
na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa
companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas
consequências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como
suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez
vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha,
refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

Fonte www.news.va

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Senhora de Nazaré

2014-08-11 Rádio Vaticana
Rio de Janeiro (RV)

O título de Nossa Senhora de Nazaré surgiu com antiga tradição cristã do primeiro século, com fatos que incluíam São José e São Lucas, mas que sabemos que tudo se inicia com o anúncio do Arcanjo Gabriel. Uma imagem de Maria, encontrada em Nazaré, teria sido levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Com a invasão dos mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré junto com sua família e com Frei Romano, que sempre o acompanhou. Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
Quanto ao milagre: o cavaleiro Diego Fuas Roupinho, que era Alcaide do porto de Mós e Almirante de Dom Afonso, foi salvo por milagre por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré.
Ele perseguia uma caça num dia de muita neblina. A caça caiu num abismo por causa da cerração. O cavaleiro não sabia que corria para o abismo. Mas, antes que caísse, ele vinha rezando à Senhora de Nazaré para que o protegesse. De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde isto ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma Igreja em homenagem a Nossa Senhora.
Os Jesuítas foram os primeiros responsáveis em propagar a devoção de Nossa Senhora de Nazaré por toda a região de Portugal e, posteriormente, para toda a Europa. A principal casa de estudos e noviciado do mosteiro Jesuíta em Portugal é dedicada a Nossa Senhora de Nazaré.A devoção iniciou no Brasil, pelo que se tem notícia, aqui em nossa região. Conta-se que no dia 8 de setembro do ano de 1630, após uma grande tempestade, um pescador saiu para ver suas redes no mar de Saquarema. Ao passar diante de um morro, onde hoje está erguida a Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, viu uma forte luz e foi verificar o que era. No local do brilho, ele encontrou a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Levou a imagem para sua casa na vila dos pescadores, reuniu todos os pescadores, fizeram orações e foram dormir. No dia seguinte, a imagem reapareceu no local onde havia sido encontrada. Isso aconteceu por duas vezes. Todos entenderam que era para construir uma capela naquele local. Muitos milagres aconteceram a partir de então e a capela ficou pequena, sendo necessário construir uma igreja bem maior. Sua festa é celebrada no dia 8 de setembro.
A Festa do Círio de Nazaré em Belém do Pará, na região norte do Brasil, foi precedido pelo de Vigia de Nazaré. Porém, ela tornou-se conhecida e celebrada com solenidade em Belém do Pará desde 1793, e hoje, participada por mais de 2 milhões de pessoas no segundo domingo de outubro. Mas ao todo são 12 procissões (romarias) durante o mês de Outubro, que marcam a vida, a fé e a cultura paraenses. O nome círio vem das velas que acompanham a procissão, hoje a da transladação no sábado à noite. Círio é uma palavra que significa vela grande. A devoção à Senhora de Nazaré iniciou-se com o encontro da imagem pelo jovem Plácido. Até hoje essa imagem se encontra na Basílica Santuário como testemunho de um povo devoto, e se tornou a maior festa católica do mundo dedicada à Mãe de Jesus.
Aqui no Rio de Janeiro temos essa devoção há dezenas de anos. Existem paróquias, capelas e irmandades dedicadas a ela. Porém, há seis anos começamos a receber a imagem peregrina. Foi uma iniciativa da Diretoria do Círio de Belém de visitar as capitais do Brasil, hoje expandida para outras cidades e regiões. Como aqui encontrou um numeroso público paraense e outro também devoto de Nossa Senhora de Nazaré, essa visita passou a se repetir a cada ano.
A imagem peregrina chegou no dia 1º de agosto e ficou entre nós até o dia 4 de agosto, quando pudemos ter momentos marcantes junto com a imagem da “Virgem de Nazaré”. O tema deste ano foi: “Vocacionados à Caridade”.
Foram belos e importantes momentos para reavivar a nossa vida de fé e nos impulsionar para o futuro. De maneira especial neste Ano da Caridade e neste Mês Vocacional.
Rezemos juntos: Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde, a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor. Mas por Deus fostes exaltada, e preferida entre todas as mulheres, para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vos. Entretanto, confiando na bondade e ternura de vosso Coração Imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade, e participar da vossa caridade, a fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho Jesus. Assim como vós viveste no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, quero, com imenso afeto e filial devoção, saudar-vos como o arcanjo Gabriel: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós que recorremos a Vós! Amém.
Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

domingo, 3 de agosto de 2014

Consagração das famílias a Nossa Senhora


Por Eliana Ribeiro

Tenho recebido muitos e-mails com partilhas e pedidos de oração sobre situações familiares e senti no meu coração o desejo de rezar com você pelas nossas intenções.
Ao ler cada pedido de oração, fiquei pensando na graça de junto com meu esposo Fábio e com meu filho Daniel viver em comunidade aqui na Canção Nova e em família servir a Deus.
É claro que, mesmo sendo missionários, não estamos isentos de provações; pelo contrário, sofremos também quando vemos nossos familiares em caminhos que não agradam o coração de Deus, ou passando por alguma enfermidade, algum tipo de sofrimento. Mas buscamos toda a força na oração e na intimidade com o Senhor. Porque muitas vezes não podemos nem agir concretamente em favor dos nossos entes queridos, ajudá-los de outra forma, a não ser pelas súplicas que fazemos por eles. Tem coisas que só podem ser resolvidas com o poder de Deus.
Você já pela situação de tentar fazer de tudo por alguém da sua família e depois viver a sensação de derrota, de fracasso ou de pensar que de fato, santo de casa não faz milagres?
Acredito que isso seja muito comum nas famílias onde alguns estão na caminhada com Deus e outros não e aqueles que estão tentam falar, convencer, convidar para que todos se convertam e parece que as situações não mudam. Parece que muitas vezes nossos familiares até se revoltam conosco, nos chamam de alienados e dizem que é uma loucura pensar como pensamos.
Não podemos desanimar! Assim como eu canto no CD Espera no Senhor em uma das canções: “por isso não se deixe desanimar, pois a sua história está nas mãos Daquele que te ama; logo, logo a chuva vai passar e um lindo céu se abrirá pra ti.”.
Essas provações que vivemos são tempestades, ventos bem fortes, tentações que vivemos e que querem destruir nossas famílias. Mas qual o segredo para que não nos deixemos arrastar pelas tempestades? Precisamos nos agarrar em Deus. Só em Deus somos fortes e teremos condições de suportar a chuva forte até ela passar.
Não podemos pensar que santo de casa não faz milagres! Acredito que não é fácil, mas também não é impossível. Pelas orações da minha mãe eu me converti e pelas suas orações muitos da sua casa podem experimentar a Deus.
Nem sempre ficar falando e cobrando mudança de vida é a melhor solução. No silêncio do seu coração, ore sem desanimar, na certeza de que você não está sozinho, nem orando em vão.
Sinto forte em meu coração de lhe ensinar e rezar junto com você esta consagração do lar a Nossa Senhora Auxiliadora. Abra as portas da sua casa para a Virgem Maria entrar, queira fazer a experiência, deixe que ela tome conta daquilo que para você está fora de alcance, acredite: ela alcançará para você! Rezemos por aqueles que nós amamos:
Consagração do lar a Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora
“Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e protetora desta casa.
Dignai-Vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: incêndio, inundação, raio, tempestade, ladrões, malfeitores, guerra e todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como propriedade Vossa as pessoas que vivem nesta casa (neste momento diga os nomes das pessoas da sua casa, da sua família). Sobretudo, concedei-lhes a graça mais importante: a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutristes pelo Vosso Filho Jesus e por todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, auxílio dos cristãos, rogai por todos os que moram nesta casa que vos foi consagrada. Assim seja.”
Assim como estou lhe ensinando esta oração, envie você também para todos aqueles que você conhece que estão passando por situações muito difíceis em suas famílias e esperemos pelos milagres. Eles virão! Pois com Jesus tudo pode ser mudado pela força da oração e junto de sua Mãe encontramos o consolo, a força e a esperança na dose certa para não desanimarmos.
Continuemos unidos. Envie seus pedidos para que possamos interceder por você e toda a sua família.

Fonte http://blog.cancaonova.com/elianaribeiro/2007/08/24/consagracao-das-familias-a-nossa-senhora/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Maria, mãe que serve no amor


"Ser mãe é servir, um serviço feito a partir do amor"
afirma: Frei Elias Vella
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com


Frei Elias VellaFoto:
Natalino Ueda/Cancaonova.com
Quando eu era um padre jovem, eu ficava me perguntando porque na bíblia aparece três vezes a citação da genealogia de Jesus. E hoje, eu consigo compreender melhor esta razão e explico para vocês. Ao ler a genealogia de Jesus, eu sempre percebo que a sua árvore genealógica não é pura, há na descendência de Jesus pessoas que foram assassinos, idólatras, prostitutas e pagãos. O mesmo podemos dizer da árvore genealógica da Virgem Maria e imagino que certamente, se fossemos analisar a nossa árvore, certamente também iremos identificar a mesma coisa.

Por isso, falamos tanto nos dias de hoje da cura da árvore genealógica. E pedimos que Jesus que nos liberte de todo tipo de negatividade que podemos ter recebido de nossos antepassados e agradecemos por todas as coisas boas que herdamos de nossos antepassados.

Hoje celebramos o nascimento da Virgem Maria, e devemos nos alegrar, pois, assim como o nascimento de um bebe sempre é uma grande alegria para nós seres humanos, no céu existe também uma grande festa, os anjos dançam de alegria, porque, a cada bebe que nasce, um plano de Deus tem início. Um plano que foi especificamente designado para aquele bebe que nasceu, assim também aconteceu com a Virgem Maria.

Maria é um dom dado por Deus a nós. Ela também é a nossa mãe. Ser mãe é servir, um serviço feito a partir do amor.

Você se lembra, quando Jesus lavou os pés dos seus discípulos e disse “ “Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos"(Mateus versículos 26-28)

Nesta citação, Jesus coloca de cabeça para baixo todo conceito de serviço e de autoridade. Porque, nas relações normais as autoridades que são servidas, mas Jesus veio dizer que a autoridade é aquele que serve.

Quando Pedro viu esta situação ele não conseguiu suportar e reagiu, mas Jesus respondeu de uma maneira estranha: “Se eu não te lavar os pés não terá parte comigo.”e conclui: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.”

O discípulo não é maior que o seu mestre. A grandeza de Maria está no fato dela ser a serva e discípula de Jesus.

Maria não é grande porque ela foi concebida Imaculada, ou porque ela foi Assunta aos Céus, ou porque ela é mãe de Deus, mais poque ela é discípula de Jesus por excelência.

Maria é discípula de Jesus, porque ela está lavando aos nossos pés, nos servindo da graça de Deus. Maria também é a nossa mãe, e mãe é aquela que nos serve por amor. E isto é muito importante, Maria é mãe da Igreja, e eu sou, você é igreja. Maria é a nossa mãe e ela esta lavando os meus pés.
Não é possível viver sem uma mãe. É Maria que imprime o rosto de Jesus em nosso coração.
Maria é aquela que me ajuda abrir o coração para receber o Espírito Santo.

A religião é uma experiência de vida, um fato, nós precisamos de uma mãe, não podemos caminhar sozinhos, precisamos de alguém que nos ajude nos momentos de dúvida, que alguém segure em nossa mão e nos mostre o caminho. Por isso nos alegramos com o nascimento da Virgem Maria, porque ela é a nossa mãe.

Devemos ter um coração agradecido a Deus, pelo nascimento de Maria, a mãe de Jesus e nossa mãe. Porque é Maria quem nos conduz ao sentido da vida, que é o seu Filho Jesus.

Podemos rezar com Maria, podemos rezar junto com ela e não apenas a ela.

Eu não tenho dúvida que aqui no Brasil existe uma linda devoção a Maria, mas não é suficiente ter uma devoção a Maria, precisamos caminhar para algo mais maduro, um experiência com Maria.

Nas bodas de Caná, Maria intercede a Jesus dizendo: “Eles não tem mais vinho” mas Jesus disse a sua mãe, “Maria, minha hora ainda não chegou” , mas ela, toma a iniciativa e vai até os serventes e diz: “fazei tudo o que Ele vos disser.”

Lembrando que esse foi o primeiro milagre de Jesus, Ele não havia feito nenhum milagre antes, mas porque, Maria conhecia o coração de Jesus, ela ousou e assumiu o risco e de pedir a ajuda ao seu Filho por aquele casal das Bodas de Caná.

Se Maria fez isso por aquele casal, também não fará por cada um de nós que estamos aqui? Convido você para colocar nas mãos de Maria os seus problemas, para que ela interceda por você e com você junto a Jesus.

Tenhamos um coração grato a Deus pela vida de Maria, por nos aceitar como filhos, por nos abrir o coração para o Espírito Santo, por enviar os seus anjos para nos apoiar. Digamos juntos: obrigado Maria, pois você caminha comigo; obrigado Maria, porque hoje eu aprendi algo muito importante, que “Eu não posso viver sem Mãe”.

Transcrição e Adaptação: Mariana Lazarin Gabriel

terça-feira, 29 de julho de 2014

A mais antiga oração de Nossa Senhora

n_senhora8No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Neste fragmento estava escrito: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.
Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).
Este título é o mais belo e importante privilégio da Virgem Santíssima. Já no século II, era dirigido à Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso no ano de 431. Maria, Mãe de Deus! Qual é, na mente da Igreja e da Tradição, o genuíno e profundo sentido deste dogma mariano central?São Tomás afirma que pelo fato de ser mãe de Deus: “A Bem Aventurada Virgem Maria está revestida de uma dignidade quase infinita, a causa do bem infinito que é o mesmo Deus. Portanto, não se pode conceber nada mais elevado que ela, como nada pode haver mais excelso que Deus”(Suma Teológica 1, q.25, a.6 ad 4.). E, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.
Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (João 2,1;19,25[a72]), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (CIC 495)
O Concílio de Éfeso tem a glória de ser o grande Concílio Mariano, pois seu dogma destruiu a maior heresia contra a Virgem e pôs a pedra angular de toda a Mariologia. A igreja com o decorrer do tempo iria descobrindo os grandes tesouros encerrados na Maternidade Divina de Maria.
Porém, é necessário compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.
Maria deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.
Convém ainda recordar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, no Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de “Theotokos” (“Mãe de Deus”) a Maria. Nestório sabia muito bem que isto significava a consequente negação da natureza de Cristo, homem e Deus.
A mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as ideias nestorianas.
Por Diácono Inácio de Almenida EP.
Fonte: Gaudium Press

domingo, 27 de julho de 2014

Como surgiu a Oração mariana do Angelus?

2014-07-27 Rádio Vaticana - Cidade do Vaticano (RV) 
Milhares de pessoas reúnem-se ao meio-dia de domingos e Dias Santos na Praça São Pedro, para acompanhar a Oração mariana do Angelus conduzida pelo Papa Francisco. Mas, como se desenvolveu esta tradição?
A recitação do Angelus, acompanhada pelo badalar dos sinos das igrejas, teve início no século XIII, de grande devoção mariana. Era chamada na época de “oração da paz”, pois o objetivo era honrar o Filho de Deus que, encarnando-se no seio da Virgem Maria, colocou os fundamentos da paz entre Deus e os homens. A oração era rezada somente no início da noite, pois se acreditava que o Arcanjo Gabriel apresentou-se a Virgem Maria ao entardecer. Inicialmente era composta pelas palavras da primeira parte da Ave Maria, repetidas diversas vezes. Somente mais tarde assumiu a fórmula rezada atualmente.

Alguns defendem que a prática tenha nascido na Alemanha, no início do século XIII, baseados em expressões marianas escritas em sinos. Outros atribuem a origem da prática mariana a Gregório IX, (por volta de 1241), o Papa que foi eleito aos 85 anos.
A primeira notícia precisa sobre o Angelus Domini remonta a 1269, período em que São Boaventura de Bagnoregio, conhecido como “dr. Serafico”, foi Geral da Ordem franciscana. De fato, durante o Capítulo Geral dos Frades Menores realizado em Pisa, foi prescrito aos frades a saudação a Nossa Senhora todas as noites, com o som dos sinos e a recitação de algumas ‘Ave Marias’, recordando o mistério da encarnação do Senhor. Foi estabelecido também, que nas pregações, “os freis deveriam persuadir o povo a saudar algumas vezes a Bem aventurada Virgem Maria ao som do sino de Compieta, à noite”.
Já no Sínodo de Strigonia (Hungria), em 1307, um Decreto prescreveu que os sinos deveriam tocar todas as noites “instar tintinnabuli” (docemente) e os fiéis que tivessem recitado três Ave Marias receberiam indulgência plenária. Com o passar do tempo, a oração passou a ser rezada também durante a manhã, a partir de 1400. Mas foi o Papa Calisto III, em 1456, que prescreveu o baladar dos sinos do Angelus também ao meio-dia com a oração de três Ave Marias.
Por fim, um Sínodo realizado em Colônia no início do século XV,
estabelecia claramente: “De agora em diante, todos os dias, em cada igreja, no nascer do sol, seja tocado três vezes os sinos como se costuma fazer ao entardecer, para saudar a Virgem gloriosíssima”. E se concedia indulgência àqueles que, durante o tocar dos sinos, tivessem recitado três Ave Marias.
O Papa Paulo VI, incluiu a oração no documento Marialis cultus, exortando a manter vivo o costume de recitá-la diariamente. O Angelus também foi uma oração muito cara ao Papa João Paulo II, que a constituiu momento de encontro com fiéis de todo o mundo, na Praça São Pedro.
Angelus do meio-dia – hoje o mais difundido, mesmo porque é vivido como forma de parada nos cansaços do dia e elevação do pensamento a Mãe do Céus – foi o último a ser introduzido na prática dos fiéis e difundiu-se muito lentamente.
Em 1475, o Rei da França, Luis XVI, obteve do Papa Sisto IV que fossem concedidos 300 dias de indulgência àqueles que “ao meio-dia recitassem devotamente três Ave Marias pelo bem da paz e a unidade do Reino”. Tal prática – chamada por isto ‘a Ave, Maria da paz” – foi logo colocada em relação com a Ave Maria da noite e transformada no Angelus do meio-dia.
Sob o Pontificado do Papa Sisto IV (1471-1484) o Angelus do meio-dia foi introduzido também na Inglaterra, a pedido da Princesa Elizabeth, futura mãe de Henrique VIII. Em um livro de orações de 1526 se especificava que Sisto IV havia concedido especial indulgência a quem tivesse recitado “três Ave Marias às 6 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde”.
Pio XII inaugurou o encontro com os fiéis, assomando à janela do escritório do palácio Apostólico para “dar uma palavra de fé aos fiéis e a bênção e João XXIII introduziu outras palavras à oração do Angelus.
Já a primeira ‘transmissão’ do Angelus festivo ocorreu com o Papa Pio XII, em 15 de agosto de 1954, em Castel Gandolfo, por ocasião da convocação do Ano Mariano Universal. Antes da oração, o Padre Francesco Pellegrino explicou a importância do acontecimento e o significado da homenagem a Maria, desejada “para que todos os fiéis pudessem unir-se ao Papa na saudação a Mãe de Deus”.
(JE)