terça-feira, 19 de agosto de 2014

Maria foi elevada ao céu em corpo e alma




 Maria, elevada ao céu em corpo e alma, levou as cicatrizes da dor
A Virgem Maria, Nossa Senhora, chegou à plena realização de todas as potencialidades humanas. Pelos merecimentos de seu Filho amado, foi preservada da mancha do pecado original, viveu nesta terra conduzida pelo chamado de Deus, para depois, ser elevada ao céu, como professa a fé da Igreja. Na Assunção de Maria, todas as realidades desta terra são assumidas e acolhidas para adquirirem valor de eternidade. Sua presença e seu exemplo resplandecem como sinal luminoso para todos, podendo nela encontrar conforto e força todas as vocações e estados de vida. Olhar para Nossa Senhora nos estimula a caminhar com segurança, certos de que fomos feitos para o alto e para a felicidade.
Elevada ao Céu em corpo e alma
No mês das vocações, voltamos nosso olhar para a aventura humana e religiosa vivida por Maria. Nela vemos realizada a vocação fundamental de todos os seres humanos, pois, em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e imaculados diante d’Ele, no amor (cf. Ef 1,4). Toda a vida de Nossa Senhora se orienta para o seu Filho, Jesus, Verbo de Deus feito carne. Ela se esvazia de si mesma e de seus próprios projetos para abraçar o caminho da santidade, tornando-se ícone do que todos somos chamados a viver, pois convidados a percorrer a estrada da resposta fiel a Deus.
O Apóstolo São Paulo convicto da escolha feita, apresenta-se diante de suas comunidades na inteireza de sua entrega a Deus. Pode, então, abraçar como próprias as atitudes do mesmo Senhor Jesus Cristo: “Pela fidelidade de Deus, eu vos asseguro: a nossa palavra junto de vós não é ‘sim e não’. Pois o Filho de Deus, proclamado entre vós por mim, por Silvano e Timóteo, nunca foi ‘sim e não’, mas somente ‘sim’. Ao contrário, é nele que todas as promessas de Deus têm o ‘sim’ garantido. Por isso, também, é por ele que dizemos ‘amém’ a Deus, para sua glória. É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Ele que nos ungiu. Foi Ele quem imprimiu em nós a Sua marca e nos deu como garantia o Espírito derramado em nossos corações” (cf. 2 Cor 1,18-22). É com igual certeza que ousamos olhar para Maria, Nossa Senhora, a primeira na resposta ao plano de Deus. Que o seu ‘sim’ se expresse também em nossa vida.
Maria deu o seu ‘sim’ à vida. Sua existência, desde os primeiros passos e olhares, era voltada para a Palavra do Senhor e para uma vida humana saudável, na pobreza e no escondimento de Nazaré. Foi na escuta da mesma Palavra que se entregou, na oblação total de própria liberdade, tornando-se generosamente escrava da Palavra. Seu ‘sim’ radical, dado a Deus e a seu plano de salvação, mudou a história da humanidade. “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Responder com generosidade a Deus é o ato mais digno da vida humana. Todas as vezes que alguém dá sua resposta a Deus, atualizando a graça do batismo, o Espírito Santo vem sobre a pessoa e realiza Sua obra, edificando o bem! Dela queremos aprender a dizer ‘sim’!
Quando as incontáveis angústias de nosso tempo tantas vezes nos preocupam, vale a pena tomar consciência de que a vida de Maria foi marcada pelas surpresas do cotidiano e pela dor, visita inconfundível do Senhor. Para que se repita o nosso sim diante das eventuais decepções experimentadas ou as dores e pecados pessoais e sociais, a mulher do equilíbrio e da firmeza deve ser vista como sinal. A Igreja identifica sete situações dolorosas, muito semelhantes àquelas vividas por nós. Maria, elevada ao Céu em corpo e alma, levou as cicatrizes da dor, para que ninguém desanime no caminho da perfeição a que somos chamados.
Uma espada a transpassar o coração, na profecia de Simeão (Cf. Lc 2, 21-40). Se um anjo lhe anunciara sua vocação de mãe do Verbo de Deus feito carne, muito cedo entendeu, para cedo amadurecer, o alcance de sua resposta a Deus. Não voltou atrás e acolheu de pé, na obediência, o projeto de Deus em sua vida. De fato, o Senhor não nos engana, prometendo apenas consolações, mas nos abre o horizonte com realismo, para que todos aprendamos a viver.
Com José, Maria soube que seu filho poderia ser morto pelo ódio sanguinário de Herodes (Cf. Mt 2, 13-18). Doeu-lhe o exílio, mas aprendeu e ensina a todas as gerações de cristãos a coragem para manter a fé a qualquer custo. Não é difícil identificar em nossos dias, no mesmo oriente médio, levas de cristãos em fuga por serem cristãos, firmes diante da provação. O mundo parece o mesmo!
Terceira espada transpassou o coração de Maria quando perdeu seu filho no templo. Teve que compreender que o Jesus de seu coração é Filho do Pai do Céu e tem uma missão que supera todos os laços e afetos humanos (Cf. Lc 2, 41-52). Em sua dor se encontram as perdas humanas e a liberdade com que os pais e mães hão de educar seus filhos, não para si, mas para Deus e para a vida, olhando para frente!
No caminho do Calvário, a Maria discípula se encontra com seu Filho que carrega a cruz. A multidão não entende a profundidade do olhar, santa cumplicidade daquela Mãe que se fez companheira e colaboradora do Redentor. Ali estava presente o silêncio e o assentimento corajoso de tantas pessoas que não se negam a dar a sua colaboração na realização do plano de Deus.
Aos pés da Cruz, quando o Filho único a entrega como Mãe à humanidade chagada, representada por João, Maria experimenta a desolação, dando sua resposta e pronunciando o seu segundo e definitivo sim (Cf. Jo 19, 1-41). Está de pé, mulher madura para o amor e o sofrimento! Testemunha a morte redentora de seu Filho! Em sua coragem resplandece a disposição de todos os que estão prontos a viver a palavra: “Completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja” (Cl 1, 24). O que falta é a participação pessoal!
Aquela que recebera o anúncio de uma espada de dor, vê a lança do soldado transpassar o lado de seu Filho exangue, para depois acolher nos braços e conduzir à sepultura o seu corpo. Mais duas espadas, duas dores lancinantes, para se completar o caminho da perfeição e da maturidade!
Maria do sim nos ajude a percorrer a estrada da maturidade humana e cristã. Sua vida, assunta ao Céu, seja o sinal para nossa caminhada.

Dom Alberto Taveira Corrêa

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

Fonte Canção Nova

domingo, 17 de agosto de 2014

Nossa Senhora foi assunta aos céus?


Grandioso é o mistério da Virgem Maria! Como compreender sua assunção aos céus?
A Santa Igreja ensina que a Virgem Maria, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme seu Filho, Senhor dos senhores1 e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo”2O dogma da Assunção significa que a Santíssima Virgem foi assumida por Deus no Reino dos Céus, que ela foi glorificada de corpo e alma na Jerusalém celeste. Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o nosso coração, pois une a dimensão antropológica, o sentido da nossa existência terrena, o destino escatológico com o fim último da nossa humanidade redimida pela cruz de Cristo.
Nossa Senhora foi assunta aos céus
A respeito dos fundamentos bíblicos do dogma da Assunção de Maria não há uma unanimidade. Alguns autores colocam como fundamento bíblico final da doutrina da Assunção a descrição do livro do Apocalipse: “Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”3. Outro recorrem ao livro do Gênesis como fundamento: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”4.
Tendo em vista as dificuldades de interpretação que estes fundamentos bíblicos trazem em si, o Papa Pio XII procedeu com um método misto, não meramente bíblico. O Pontífice considerou, de modo especial, a Doutrina dos Santos Padres, que, desde o século II, afirmam uma especial união de Maria, a Nova Eva, com Cristo, o Novo Adão, na luta contra o diabo5. Esta luta contra o demônio há de terminar com a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte6, na qual há uma participação da Virgem Maria, por sua associação na obra de seu Filho. Esta “especial participação de Maria na vitória de Cristo não poderia considerar-se completa sem a glorificação corporal de Maria”7.
Como seu Filho Jesus Cristo, a Virgem Maria partiu deste mundo voltando “para a casa do Pai”8. Tudo isso não está distante de nós, embora possa parecer, porque todos nós somos filhos de Deus, todos nós somos irmãos e irmãs de Jesus e todos nós somos também filhos e filhas de Maria, nossa Mãe. Todos nós desejamos a felicidade, e a felicidade para a qual todos nós tendemos é Deus. Todos nós estamos a caminho da felicidade, que chamamos céu, o qual, na realidade, é a vida com Deus. Que Nossa Senhora nos ajude, nos dê coragem para fazer com que cada momento da nossa existência seja um passo neste êxodo, nessa saída em busca da felicidade, nesse caminho rumo a Deus. A Virgem Maria nos ajude também a tornar presente a realidade do céu, a grandeza do Senhor na vida do nosso mundo.
No fundo, essa realidade faz parte do nosso dinamismo pascal, de cada um de nós que deseja tornar-se celeste, totalmente feliz, em virtude da Ressurreição de Cristo. Este é o início e a antecipação de um movimento que diz respeito a cada ser humano e ao mundo inteiro. Nossa Senhora, “aquela de quem Deus tinha tomado a carne e cujo coração fora trespassado por uma espada no Calvário, encontrava-se associada, por primeiro e de modo singular, ao mistério dessa transformação para a qual todos nós tendemos, muitas vezes, também nós trespassados pela espada do sofrimento neste mundo”9.
A Virgem Maria, a nova Eva, seguiu Jesus Cristo, o novo Adão, no sofrimento, na Paixão, e, desse modo, também na alegria definitiva. Cristo é a primícia da obra da salvação, mas a sua carne ressuscitada é inseparável da carne da sua Mãe terrena, a Virgem de Nazaré. Em Nossa Senhora, toda a humanidade está envolvida na Assunção a Deus, e com ela toda a criação, cujos gemidos e sofrimentos são, como diz São Paulo, as dores do parto da nova humanidade10. Dessa forma, nascem os novos céus e a nova terra, onde já não haverá mais pranto nem lamentações, porque não haverá mais morte11.
Como é grandioso o mistério de amor que se repropõe à nossa contemplação na Assunção da Virgem Maria! Seu Filho Jesus Cristo venceu a morte com a onipotência do seu amor, pois só este é onipotente. Este amor levou o Senhor a morrer por nós e, dessa forma, vencer a morte. Somente “o amor faz entrar no reino da vida! E Maria entrou após o Filho, associada à sua glória, depois que foi associada à sua paixão”. Nossa Senhora entrou no céu com um desejo incontrolável e deixou o caminho aberto para todos nós. Por isso, no dia da Assunção, a invocamos como “Porta do céu”, “Rainha dos anjos” e “Refúgio dos pecadores”. Diante desse grande mistério do amor de Deus, “não são os raciocínios que nos fazem compreender essas realidades tão sublimes, mas sim a fé simples, pura, e o silêncio da oração que nos põe em contacto com o Mistério que nos ultrapassa infinitamente”12.
Peçamos a Santíssima Virgem Maria que nos conceda hoje o dom da sua fé, que nos faz viver já nesta dimensão entre o finito e o infinito. Roguemos a Nossa Senhora a fé que transforma também o sentimento do tempo e do transcorrer da nossa existência. Supliquemos a ela aquela fé na qual sentimos intimamente que a nossa vida não se encontra encerrada no passado, mas está orientada para o futuro, para Deus, onde Jesus Cristo e, depois d’Ele, a Virgem Maria nos precederam. “Contemplando Nossa Senhora da Assunção no Céu, compreendemos melhor que a nossa vida de todos os dias não obstante seja marcada por provações e dificuldades, corre como um rio rumo ao oceano divino para a plenitude da alegria e da paz. Entendemos que o nosso morrer não é o fim, mas o ingresso na vida que não conhece a morte. O nosso crepúsculo no horizonte deste mundo é um ressurgir na aurora do mundo novo, do dia eterno”13. Conscientes dessas realidades, rezemos com confiança a Virgem Maria, Mãe da Igreja, pedindo que, enquanto ela nos acompanha nas dificuldades do nosso viver e morrer diários, ela nos conserve constantemente orientados para a verdadeira pátria da bem-aventurança, como ela fez durante toda a sua existência terrena. Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
1Cf. Ap 19, 16
2A SANTA SÉ. PAPA JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Redemptoris Mater, 41, cf. DH 2803, o Papa Pio IX definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, através daBula Ineffabilis Deus, no dia 8 de dezembro de 1854; cf. DH 3903, o Papa Pio XII declarou e definiu solenemente o dogma da Assunção em corpo e alma da Virgem Maria à glória celestial, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, no dia 1 de novembro de 1950.
3Ap 12, 1.
4Gn 3, 15.
5Cf. Gn 3, 15.
6Cf. Rm 5.6; 1 Cor 15, 21-26; 54-57.
7POZO, Candido. María em la obra de salvación, Madrid, 1990, p. 316, cf. 1 Cor 15, 54.
8Cf. Jo 14, 2.
10Cf. Rm 8, 22.
11Cf. Ap 21, 1-4
12A SANTA SÉ. Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de Agosto de 2008.
13Idem, ibidem.





Natalino Ueda

Missionário da comunidade Canção Nova, desde 2005 cursou Filosofia e Teologia, atua no portal cancaonova.com como produtor de conteúdo é autor do blog Todo de Maria. blog.cancaonova.com/tododemaria

Fonte Canção Nova


sábado, 16 de agosto de 2014

A SEMPRE BEM-AVENTURADA

O encontro das duas parentes em sua primeira gravidez se direciona para o encontro misterioso de Jesus e João e para o hino de Maria. Estabelece-se a ligação entre as duas anunciações e os respectivos filhos. Através de sua mãe, o profeta precursor saúda e dá testemunho do Senhor presente em Maria de Nazaré. Isabel acolhe Maria "em alta voz", como o povo acolheu a arca da presença de Deus com fortes aclamações (cf. 1Cr 15,28;2Cr 5,13-14). Davi exclama: "Como poderá vir a mim a arca do Senhor"? (2 Sm 6,9); mas depois acolherá a arca com alegria e danças. Isabel interpreta o agitar-se da nova vida que leva no seio como um anúncio profético da alegria por aquele que devia ser consagrado pelo Espírito desde o seio materno (cf. Jr 1,5;Is 49,1;Lc 1,15). Maria é agora a arca que traz a presença salvífica do Senhor ao meio de seu povo.  Porque ao saudar a sua prima, Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando Maria a visitou! Assim sendo, a Mãe de Jesus nos ensina que quando levamos Jesus para as pessoas, elas também ficam cheias do Espírito, por isso, se alegram com a nossa chegada. Às vezes até podemos achar que somos imprescindíveis e muito importantes para o irmão, todavia, devemos ter consciência de que somos meros canais da graça do Senhor. O Espírito Santo é quem realiza a obra do Senhor no nosso coração e é quem nos faz sair de nós mesmos e ir à busca dos que estão necessitados. Sem mesmo percebermos nós somos instrumentos de Deus na vida dos nossos irmãos para que se cumpram os Seus desígnios e os Seus planos se realizem. Basta que nos ponhamos atentos e disponíveis, o Senhor nos usa para levarmos consolo, abrigo, alegria e solidariedade.
De fato, Ela é saudada por Isabel como a mais bendita entre as mulheres  porque o menino que nela está é o Senhor (cf Jt 13,18). Enfim Isabel proclama a bem-aventurança de Maria, que dá um significado profundo à sua maternidade: Maria é aquela que acreditou na eficácia da Palavra de Deus. Nenhuma maternidade da história pode ser comparada com a de Maria.
Ela soube distinguir isto e não perdeu tempo, pôs-se a caminho das montanhas esquecendo a glória de ser mãe de Deus se fez serva, auxiliadora, anunciadora e canal da graça do Espírito Santo. Assim, ela foi a primeira a levar a alegria de Jesus ao mundo! Maria mesma se auto afirmou ser bem-aventurada, feliz, cheia de graças! Somos também bem aventurados se acreditamos nas promessas do Senhor. O Espírito Santo é quem nos ensina a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida, por isso, também somos felizes. Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios.
O Magnificat é o seu cântico de agradecimento, o louvor que Ela dirige para Deus, que fez tudo, ao passo que Ela deixou fazer. E Ela profetiza: "Doravante todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada". Profecia que vem se cumprindo na Igreja de Cristo Jesus, o Senhor.
Você também se considera bem aventurado (a)? Você se sente comprometido (a) com Deus? – Você tem usado o Espírito Santo que mora em você para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados?- Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!  Reze com Maria, hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo!”
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA



Da Constituição Apostólica
Munificentíssimus Deus, do papa Pio XII

«Teu corpo é santo
e cheio de glória»

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de
Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já
conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e
conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta
festa temem vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não
sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua
celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade
da tradição... declarou com vigorosa eloquência: “Convinha que aquela que
guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da
morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o
Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.” [...]

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus
Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada
na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa
companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas
consequências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como
suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez
vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha,
refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

Fonte www.news.va

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Senhora de Nazaré

2014-08-11 Rádio Vaticana
Rio de Janeiro (RV)

O título de Nossa Senhora de Nazaré surgiu com antiga tradição cristã do primeiro século, com fatos que incluíam São José e São Lucas, mas que sabemos que tudo se inicia com o anúncio do Arcanjo Gabriel. Uma imagem de Maria, encontrada em Nazaré, teria sido levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Com a invasão dos mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré junto com sua família e com Frei Romano, que sempre o acompanhou. Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
Quanto ao milagre: o cavaleiro Diego Fuas Roupinho, que era Alcaide do porto de Mós e Almirante de Dom Afonso, foi salvo por milagre por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré.
Ele perseguia uma caça num dia de muita neblina. A caça caiu num abismo por causa da cerração. O cavaleiro não sabia que corria para o abismo. Mas, antes que caísse, ele vinha rezando à Senhora de Nazaré para que o protegesse. De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde isto ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma Igreja em homenagem a Nossa Senhora.
Os Jesuítas foram os primeiros responsáveis em propagar a devoção de Nossa Senhora de Nazaré por toda a região de Portugal e, posteriormente, para toda a Europa. A principal casa de estudos e noviciado do mosteiro Jesuíta em Portugal é dedicada a Nossa Senhora de Nazaré.A devoção iniciou no Brasil, pelo que se tem notícia, aqui em nossa região. Conta-se que no dia 8 de setembro do ano de 1630, após uma grande tempestade, um pescador saiu para ver suas redes no mar de Saquarema. Ao passar diante de um morro, onde hoje está erguida a Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, viu uma forte luz e foi verificar o que era. No local do brilho, ele encontrou a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Levou a imagem para sua casa na vila dos pescadores, reuniu todos os pescadores, fizeram orações e foram dormir. No dia seguinte, a imagem reapareceu no local onde havia sido encontrada. Isso aconteceu por duas vezes. Todos entenderam que era para construir uma capela naquele local. Muitos milagres aconteceram a partir de então e a capela ficou pequena, sendo necessário construir uma igreja bem maior. Sua festa é celebrada no dia 8 de setembro.
A Festa do Círio de Nazaré em Belém do Pará, na região norte do Brasil, foi precedido pelo de Vigia de Nazaré. Porém, ela tornou-se conhecida e celebrada com solenidade em Belém do Pará desde 1793, e hoje, participada por mais de 2 milhões de pessoas no segundo domingo de outubro. Mas ao todo são 12 procissões (romarias) durante o mês de Outubro, que marcam a vida, a fé e a cultura paraenses. O nome círio vem das velas que acompanham a procissão, hoje a da transladação no sábado à noite. Círio é uma palavra que significa vela grande. A devoção à Senhora de Nazaré iniciou-se com o encontro da imagem pelo jovem Plácido. Até hoje essa imagem se encontra na Basílica Santuário como testemunho de um povo devoto, e se tornou a maior festa católica do mundo dedicada à Mãe de Jesus.
Aqui no Rio de Janeiro temos essa devoção há dezenas de anos. Existem paróquias, capelas e irmandades dedicadas a ela. Porém, há seis anos começamos a receber a imagem peregrina. Foi uma iniciativa da Diretoria do Círio de Belém de visitar as capitais do Brasil, hoje expandida para outras cidades e regiões. Como aqui encontrou um numeroso público paraense e outro também devoto de Nossa Senhora de Nazaré, essa visita passou a se repetir a cada ano.
A imagem peregrina chegou no dia 1º de agosto e ficou entre nós até o dia 4 de agosto, quando pudemos ter momentos marcantes junto com a imagem da “Virgem de Nazaré”. O tema deste ano foi: “Vocacionados à Caridade”.
Foram belos e importantes momentos para reavivar a nossa vida de fé e nos impulsionar para o futuro. De maneira especial neste Ano da Caridade e neste Mês Vocacional.
Rezemos juntos: Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde, a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor. Mas por Deus fostes exaltada, e preferida entre todas as mulheres, para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vos. Entretanto, confiando na bondade e ternura de vosso Coração Imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade, e participar da vossa caridade, a fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho Jesus. Assim como vós viveste no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, quero, com imenso afeto e filial devoção, saudar-vos como o arcanjo Gabriel: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós que recorremos a Vós! Amém.
Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

domingo, 3 de agosto de 2014

Consagração das famílias a Nossa Senhora


Por Eliana Ribeiro

Tenho recebido muitos e-mails com partilhas e pedidos de oração sobre situações familiares e senti no meu coração o desejo de rezar com você pelas nossas intenções.
Ao ler cada pedido de oração, fiquei pensando na graça de junto com meu esposo Fábio e com meu filho Daniel viver em comunidade aqui na Canção Nova e em família servir a Deus.
É claro que, mesmo sendo missionários, não estamos isentos de provações; pelo contrário, sofremos também quando vemos nossos familiares em caminhos que não agradam o coração de Deus, ou passando por alguma enfermidade, algum tipo de sofrimento. Mas buscamos toda a força na oração e na intimidade com o Senhor. Porque muitas vezes não podemos nem agir concretamente em favor dos nossos entes queridos, ajudá-los de outra forma, a não ser pelas súplicas que fazemos por eles. Tem coisas que só podem ser resolvidas com o poder de Deus.
Você já pela situação de tentar fazer de tudo por alguém da sua família e depois viver a sensação de derrota, de fracasso ou de pensar que de fato, santo de casa não faz milagres?
Acredito que isso seja muito comum nas famílias onde alguns estão na caminhada com Deus e outros não e aqueles que estão tentam falar, convencer, convidar para que todos se convertam e parece que as situações não mudam. Parece que muitas vezes nossos familiares até se revoltam conosco, nos chamam de alienados e dizem que é uma loucura pensar como pensamos.
Não podemos desanimar! Assim como eu canto no CD Espera no Senhor em uma das canções: “por isso não se deixe desanimar, pois a sua história está nas mãos Daquele que te ama; logo, logo a chuva vai passar e um lindo céu se abrirá pra ti.”.
Essas provações que vivemos são tempestades, ventos bem fortes, tentações que vivemos e que querem destruir nossas famílias. Mas qual o segredo para que não nos deixemos arrastar pelas tempestades? Precisamos nos agarrar em Deus. Só em Deus somos fortes e teremos condições de suportar a chuva forte até ela passar.
Não podemos pensar que santo de casa não faz milagres! Acredito que não é fácil, mas também não é impossível. Pelas orações da minha mãe eu me converti e pelas suas orações muitos da sua casa podem experimentar a Deus.
Nem sempre ficar falando e cobrando mudança de vida é a melhor solução. No silêncio do seu coração, ore sem desanimar, na certeza de que você não está sozinho, nem orando em vão.
Sinto forte em meu coração de lhe ensinar e rezar junto com você esta consagração do lar a Nossa Senhora Auxiliadora. Abra as portas da sua casa para a Virgem Maria entrar, queira fazer a experiência, deixe que ela tome conta daquilo que para você está fora de alcance, acredite: ela alcançará para você! Rezemos por aqueles que nós amamos:
Consagração do lar a Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora
“Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e protetora desta casa.
Dignai-Vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: incêndio, inundação, raio, tempestade, ladrões, malfeitores, guerra e todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como propriedade Vossa as pessoas que vivem nesta casa (neste momento diga os nomes das pessoas da sua casa, da sua família). Sobretudo, concedei-lhes a graça mais importante: a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutristes pelo Vosso Filho Jesus e por todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, auxílio dos cristãos, rogai por todos os que moram nesta casa que vos foi consagrada. Assim seja.”
Assim como estou lhe ensinando esta oração, envie você também para todos aqueles que você conhece que estão passando por situações muito difíceis em suas famílias e esperemos pelos milagres. Eles virão! Pois com Jesus tudo pode ser mudado pela força da oração e junto de sua Mãe encontramos o consolo, a força e a esperança na dose certa para não desanimarmos.
Continuemos unidos. Envie seus pedidos para que possamos interceder por você e toda a sua família.

Fonte http://blog.cancaonova.com/elianaribeiro/2007/08/24/consagracao-das-familias-a-nossa-senhora/