terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nossa Senhora da Imaculada Conceição


Esta é uma das celebrações mais antigas da Igreja primitiva. A convicção da pureza completa de Maria, Mãe de Deus nunca foi questionada pelo povo cristão.

Entretanto esta doutrina não encontrava consenso entre as várias vertentes do alto clero da Igreja, que continuou discutindo a questão durante muitos séculos. Não que Maria fosse ser desconsiderada, ao contrário sempre tida como a mais sublime das criaturas, mas havia receio de que a verdadeira doutrina da Redenção, operada somente pelas virtudes de Jesus Cristo, fosse confundida.

Em 1830, a Virgem Maria apareceu à Santa Catarina Labouré e mandou cunhar uma medalha com a sua imagem e a oração: "Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos à vós". Finalmente em 1854, o Papa Pio IX definiu a Imaculada Conceição da Mãe de Deus como verdade ou dogma de fé, através da bula 'Ineffabilis Deus' que proclamou: "Maria isenta do pecado original, desde o primeiro instante de sua existência no seio de sua mãe, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano". A sua celebração foi fixada no calendário litúrgico oficial da Igreja, no dia 08 de dezembro.

Em 1858, as aparições da Virgem Maria na cidade francesa de Lourdes confirmaram essa verdade de fé, um sinal da divina misericórdia de Deus. Maria disse claramente "Eu sou a Imaculada Conceição" à menina vidente, Santa Bernadete Soubirous.

Ao longo dos séculos, o povo adaptou o título à forma usual das devoções e passou a chamar de Nossa Senhora da Conceição à invocação mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus.

Esta é a devoção mariana mais querida em Portugal, que a tem como Padroeira da nação desde 1646. O culto se difundiu e chegou ao Brasil em 1549, com a primeira escultura de Nossa Senhora da Conceição trazida por Tomé de Souza ao desembarcar na Bahia. Porém, o seu maior propagador foi o missionário jesuíta José de Anchieta. A população cristã americana celebra Nossa Senhora da Conceição como a Padroeira Eterna dos Estados Unidos da América do Norte.

Texto: Paulinas Internet
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A perfeita discípula de Cristo


A Mãe de Jesus nos ensina a ser verdadeiros discípulos de Cristo, isto é, construtores da cidade terrena e temporal, e, ao mesmo tempo, peregrinos em direção à Jerusalém eterna; nos ensina a ser promotores da justiça, que liberta o oprimido, e da caridade, que socorre o necessitado; a ser operários do amor, edificando Cristo nos corações.

A Igreja apresenta Maria como exemplo de vida “não exatamente pelo tipo de vida que levou ou, menos ainda, por causa do ambiente sociocultural em que se desenrolou sua existência (...), mas, porque, nas condições concretas da sua vida, aderiu total e responsavelmente à vontade de Deus; porque soube acolher sua palavra e pô-la em prática; porque sua ação foi animada pela caridade e pelo espírito de serviço; e porque, em suma, foi a primeira e mais perfeita discípula de Cristo”. 

Procurando imitá-la, acabaremos adquirindo o jeito de Maria, isto é, teremos como ideal fazer a vontade de Deus, sempre.

Reflexão do livro: 'Um mês com Maria", Paulinas Editora.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Perseverantes como Maria - 02.12.2015


O Evangelho da anunciação termina com uma observação que não pode passar despercebida: “E o anjo retirou-se”. Essa afirmação parece indicar não só o fim de um diálogo, mas o início de um longo silêncio de Deus, isto é, a partir daí, nunca mais ela deve ter tido alguma revelação divina. O anjo se afastou e ela passou a viver na obscuridade da fé.

Maria nos ensina a importância da busca de Deus e de sua vontade. Seu “faça-se em mim” nasceu da convicção de que ele é o Senhor. Ela viveu de acordo com o que acreditou. Sua vida era uma expressão de sua fé. Perseverou no caminho iniciado em Nazaré mesmo quando descobriu os sofrimentos que precisaria enfrentar para ser coerente.

Não é fácil perseverar no caminho do bem por alguns dias. Mais difícil é perseverar hora por hora, dia a dia, ano após ano. A perseverança de Maria a levou, um dia, à cruz, onde precisou renovar o seu “faça-se em mim”. Se com o primeiro havia gerado Jesus, agora passava a gerar seus irmãos, conquistados com o sangue que seu Filho derramava.

Se formos perseverantes como Maria, por que caminhos de fé o Senhor nos conduzirá?...

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.


Fonte http://comeceodiafeliz.com.br/

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Faça-se em mim! - 01.12.2015


Faça-se em mim!
Dentre as experiências de fé que uma visita à Terra Santa proporciona ao peregrino, poucas são comparadas com a que se pode fazer ao visitar a Basílica da Anunciação, em Nazaré. No altar do que restou da casa de Maria, lê-se a inscrição, em latim: “Verbum caro hic factum est” (“Aqui a Palavra se fez carne”). Ao se referir a esse mistério, São Bernardo de Claraval  exclamou: “Volto-me para o abismo de temível profundidade: um abismo absolutamente insondável, o mistério da encarnação do Senhor; um abismo impenetrável... De fato, quem consegue investigá-lo, tocá-lo a fundo, compreendê-lo?”

A resposta de Maria: “Faça-se em mim”, foi a colaboração humana para a realização do eterno plano de Deus. Como não ver uma ligação de seu sim com o de seu Filho? Segundo o autor da Carta aos Hebreus, “ao entrar no mundo, Cristo declara: ‘Não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado’. Então eu disse: ‘Eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’”. 

“Maria pronunciou este faça-se na fé. Foi mediante a fé que ela se entregou a Deus sem reservas e se consagrou totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra do seu Filho. Ela concebeu este Filho na mente, antes de concebê-lo no seio: precisamente mediante a fé!”

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.

domingo, 29 de novembro de 2015

A proposta de Deus - 30.11.2015

O diálogo de Maria com o anjo na anunciação deixa claro que ela não conhecia os planos de Deus sobre ela mesma. Embora especialmente agraciada por Deus e tendo como meta ser sua serva, caminhou na escuridão da fé. Assim, de maneira muito natural, diante de imprevistos ficou surpresa e fez perguntas. Sabia que o Messias nasceria de uma mulher  e que uma virgem o conceberia. Não sabia que aquela mulher seria justamente ela.

Tendo ouvido as palavras do anjo (“Darás à luz um filho”), Maria não duvidou nem pediu um sinal. Sua pergunta foi sobre “como” conceberia este filho. Queria saber de que maneira deveria comportar-se para que pudesse cumprir a vontade de Deus. Os padres da Igreja viam nessa pergunta os sinais claros de um voto de virgindade. Assim, a pergunta teria um valor continuativo, como quem hoje diz: “Não fumo”, significando que a pessoa tem a intenção de continuar não fumando. No caso de Maria, seria como se dissesse: “Não conheço e não tenho intenção de conhecer homem. Para fazer a vontade de Deus, devo mudar de comportamento?” Aqui, colocam-se duas questões: poderia Maria não aceitar a proposta de Deus? Em caso de a resposta ser positiva, como nasceria Jesus?

Maria era livre. Deus a preparou, a fez “cheia de graça”, mas não tirou sua liberdade. Ser livre significa fazer escolhas, mesmo contra a vontade de Deus. Que Deus realizaria seus planos de outra maneira, disso não há dúvidas. A Bíblia é rica de ensinamentos nesse sentido. Quando alguém, chamado a colaborar com o Senhor, nega a colaboração pedida, ele se volta para outro. Assim, havia escolhido Saul como rei de Israel, como ele se tornou indigno de sua confiança, Deus o deixou de lado e escolheu Davi. Eli e seus filhos haviam sido escolhidos para sacerdotes, mas dada a indignidade de seus filhos, Deus os deixou de lado e escolheu Samuel.  O próprio povo hebreu tinha sido escolhido como primeiro destinatário do Evangelho. Uma vez que não soube reconhecer Cristo, a pregação da Boa-Nova se voltou para os pagãos. Jesus havia escolhido Judas Iscariotes como apóstolo, mas como ele traiu o Mestre, outro — Matias — foi escolhido em seu lugar.

Cada um de nós é chamado à salvação, recebe uma vocação e é enviado em benefício de outros. Se não correspondermos devidamente, comprometeremos nossa própria salvação e poderemos ser substituídos por outros. Deus, que nos chama a ser seus colaboradores, poderá levar sua obra adiante mesmo sem nós. Entende-se, pois, que os maiores elogios que Maria receberá se referirão, justamente, à sua fé e à sua fidelidade.

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.

sábado, 28 de novembro de 2015

Salve, Rainha! - 29.11.2015

Glorificar Maria é recordar sua missão, todo o desígnio de Deus para ela. Missão de misericórdia e de salvação, centrada no altíssimo privilégio da maternidade divina; desígnio de perdão e de reconciliação, pois o Pai celeste, enviando seu Filho para a redenção do mundo, escolheu Maria como primeira colaboradora de sua vontade salvífica. Nela, o céu se une à terra e, por seu intermédio, é oferecido à humanidade o divino Salvador.

Que harmonias de piedade e de comoção suscitam o canto da Salve Rainha, uma das mais antigas e queridas antífonas, que, no anseio confiante, celebra essa missão materna de Maria! Do início da oração: “Salve, Rainha, Mãe de misericórdia”, ao seu desenvolvimento, é todo o poema da humanidade perturbada pelo pecado, sujeita ao pranto, à dor e à morte, que, não obstante, olha para ela como “vida, doçura e esperança nossa” e a invoca no supremo anseio, palpitante de fé invencível e luminosa: “mostrai-nos o fruto de vosso seio, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria” (DMC, V, 231).

Do livro:“Maio com Maria e o Papa João XXIII”, Paulinas Editora.

Senhora e Rainha - 28.11.2015

O povo te chama de Nossa Senhora,
por causa de nosso Senhor.
O povo te chama de mãe e rainha,
porque Jesus Cristo é o rei do céu.
E por não te ver como desejaria,
te vê com os olhos da fé.
Por isso ele coroa tua imagem, Maria, 
por seres a Mãe de Jesus, 
por seres a Mãe de Jesus de Nazaré. 

Como é bonita uma religião 
que se lembra da Mãe de Jesus.
Mais bonito é saber quem tu és!
Não és deusa, não és mais que Deus,
mas, depois de Jesus, o Senhor,
neste mundo ninguém foi maior... 

Aquele que lê a palavra divina,
por causa de Nossa Senhora,
já sabe o que o livro de Deus nos ensina
que só Jesus Cristo é o intercessor!
Porém, se podemos orar pelos outros,
a Mãe de Jesus pode mais!
Por isso te pedimos em prece, ó Maria,
que leves o povo a Jesus, 
porque de levar a Jesus, entendes mais!
Pe. Zezinho, scj, do CD: 'Quando a gente encontra Deus', Paulinas COMEP