quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ESTA É A TUA MÃE

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho (Jo 19,25-27)

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléo­fas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




Primeiro Maria foi escolhida para ser a Mãe de Jesus e por conseqüência a Mãe de Deus. É a definitiva escolha do útero, que no princípio foi simbolizada pela mãe Terra, ou Cosmos, reafirmando que a presença de Deus no meio de nós deve se dar através desse caminho uterino. Ai, a mulher simboliza a necessidade feminina na nova criação divina. Quando Jesus profere, nas suas últimas palavras, a célebre “Esta é a tua mãe”, ele afirma definitivamente o desejo primordial, do seu Pai, que era o de coloca Maria entre Ele e nós. Esta intimidade entre Maria e João, nos leva a crer que podemos visualizar a presença da Mãe de Deus, também, como nossa mãe e protetora. Participante do nosso crescimento, auxiliadora nos nossos anseios, suplicas e dores.

Alvaro Oliveira

sábado, 23 de julho de 2011

CANAL CELESTIAL

Se Deus veio até nós através de Nossa Senhora, porque não podemos fazer o caminho inverso? Ir até ele, também, através de Nossa Senhora. Ter Maria como nossa principal mediadora é utilizarmos dos meios divinos. Pelos anjos e santos Ele também se comunicou conosco. A Bíblia está cheia de exemplos. Com certeza este canal celestial esta aberto para as nossas súplicas.

Alvaro Oliveira

sexta-feira, 22 de julho de 2011

NÃO ME SEGURES!

17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto de meu Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito. (João 20, 17-18 )

Quem primeiro viu Jesus ressuscitado foi uma mulher; Maria Madalena. E porque essa relação do divino com o feminino? Simplesmente porque o feminino representa o útero de passagem. O caminho que diviniza, que dá a vida, que transforma a treva em luz. Jesus precisava mudar do humano para o divino pelo mesmo caminho que se humanizou; o útero. Madalena quer impedir esta passagem porque como humana não aceita a morte, a perda e não compreende que Jesus estava neste processo de passagem, de volta para o Pai. A Maria vê que Jesus não é mais humano, é espírito.  Não me segures, disse Jesus. É exatamente esta atitude que precisamos compreender entre a vida e a morte. “Não me segures!”. A passagem requer um estado de cuidados para que não se faça com traumas. Requer um processo natural para que o amadurecimento do feto seja completo.  Não me segures, é preciso que eu vá, mas vos deixarei o Paráclito, disse Jesus.

Alvaro Oliveira

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MARIA, CANAL DE DEUS

Maria não foi escolhida por acaso para ser a mãe de Deus. Nem tampouco foi preparada. Ela já existia potencialmente desde o princípio, pois este era o projeto divino e como tal incluía a quarta pessoa neste processo da criação e salvação. A presença de Maria simboliza toda a criação, da aurora ao ocaso da vida, como principio, meio e fim. Ela é o princípio que transforma o intangível no tangível. A causa no efeito. O atemporal no temporal. O infinito no finito. O divino no humano. Sem ela, nada existiria como matéria, pois foi através do seu útero que tudo se formou.  A luz, as trevas, o sol, a lua, as estrelas, o universo infinito e insondável. E dele Deus tirou toda a criação em seis dias. E o verbo se fez carne e habitou entre nós. E com Ele todos passaremos para a vida eterna. A figura de Nossa Senhora Mãe de Deus, contempla a Maria, que disse o “sim”, em todos os instantes da criação, para a concepção da vida eterna. Para que existisse tempo e espaço, para que existisse a vida. Para que existisse o mundo material, que transforma o divino em humano e o humano em divino. Para que a humanidade possa, novamente, através do útero materno, ingressar no infinito de Deus.
Devemos sempre louvar, agradecer e utilizar este canal materno que Deus criou para se comunicar com a sua criação.

Alvaro Oliveira