quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

MARIA, GRANDEZA DE SER MULHER...



A Virgem Maria foi uma mulher que revolucionou o seu tempo.
Uma mulher culta e que conhecia as Leis e os Profetas. Uma mulher cheia de predicados e princípios, que afastam totalmente a crença da sua simplicidade e pobreza, como querem mistificá-la, e poucas ousariam, ante tantos fatos relacionados a sua pessoa e que a colocam em destaque como mulher à frente do seu tempo, onde as demais viviam ignorantes, escravizadas e submissas, a atitudes tão independentes.

Maria demonstra sua independência, de atitudes e conhecimento, quando o Anjo Gabriel comunica que ela será mãe. Ela aceita sem questionamentos.
Ela assume, aquela maternidade, contra todos os preconceitos, inclusive de José, que a princípio não acredita. Ela foi suficientemente forte para convencê-lo da verdade e mantê-lo calado, como também para impor a sua vontade e, de cabeça erguida, desafiar os costumes e a lei que mandava apedrejar, até a morte, uma mulher adúltera, quando aparece, diante de todos, grávida.

Maria segurou este impasse e venceu o seu segundo desafio. Digo segundo porque acredito que o primeiro foi o conhecimento. Esta foi a primeira revolução que se processou no seu ser. Ensinamentos recebidos no Templo de Jerusalém, onde fora oferecido aos três anos de idade. Somente muita determinação e coragem poderiam fazê-la tão independente e segura de suas decisões.
Outros tantos desafios enfrentou até a morte de Jesus, na cruz, suportando, ela, dores incomparáveis, que somente uma mãe, cheia da graça do Espírito Santo, poderia suportar. E guardando tudo no seu coração.

Quando visitando Isabel, sua prima que estava grávida de João, recita o cântico do Magnificat, relaciona-o a quatorze textos do Antigo Testamento. Fato raríssimo entre as mulheres nesta época, que estavam mais para analfabetas, que para conhecedoras de uma vasta cultura hebraica e quiçá, helênica e romana.

Podemos perceber que a mesma assumiu a alfabetização e os principais ensinamentos das Sagradas Escrituras a Jesus. Não somente na sua infância, mas aos 13 anos, quando atinge a maior idade masculina na sua tradição, e até os 33 anos quando inicia sua vida pública.

É Maria, sua mãe, quem o conduz!
É Maia, sua mãe, que o faz realizar o primeiro milagre!
É ela que está sempre presente!
Presente do primeiro ao Seu último dia de vida e depois assumindo a maternidade do Seu povo; a minha maternidade, a sua maternidade, você queira ou não queira.

Não foi por acaso que esta mulher, que vivenciou e sofreu, no silêncio, toda a dor da entrega do seu filho em prol do projeto salvífico, foi escolhida para ser a mãe, cuidadosa, intercessora e presente, do filho de Deus.



Alvaro de Oliveira
Recife, 06/12/2012

Comparação entre o Magnificat e trechos do Antigo Testamento


























Magnificat


Comparação entre trechos do Magnificat (cântico entoado por Nossa Senhora quando de sua visita a sua prima Santa Isabel) e trechos do Antigo Testamento. Os excertos do Magnificat são extraídos do Evangelho de São Lucas.


Sagradas Escrituras
46 - E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
Salmo 33, 4:
Engrandecei comigo o Senhor, e exaltemos o seu nome todos à uma.

47 - meu espírito exulta (de alegria) em Deus, meu Salvador,
I, Reis, 2: 1
O meu coração exultou no Senhor, a minha força foi exaltada no meu Deus; a minha boca dilatou-se para responder aos meus inimigos, porque me alegrei na salvação que recebi de ti.

Habacuc, 3: 18
Eu, porém, regozijar-me-ei no Senhor, e exultarei
no Deus meu salvador.

48 - porque lançou os olhos para a baixeza da sua escrava; Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
I Reis, 1, 11:
(Ana): Senhor dos exércitos, se te dignares olhar a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não esqueceres a tua serva, e deres à tua escrava um filho varão, eu o darei ao Senhor durante todos os dias da sua vida e a navalha não passará pela sua cabeça.

Gênesis, 30, 13:
E Lia disse: Isto é por minha dita, porque as mulheres me chamarão ditosa, por isso o chamou Aser.

49 - Porque fez em mim grandes coisas aquele que é poderoso, e cujo nome é santo.
 Salmo 110, 9:
Enviou a redenção a seu povo; estabeleceu para sempre a sua aliança; Santo e venerável é o seu nome.

50 – E cuja misericórdia (se estende) de geração em geração sobre aqueles que o temem.

 Salmo 102, 17:
Mas a misericórdia do Senhor estende-se desde a eternidade e para sempre sobre os que o temem, e a sua justiça (exerce-se) com os filhos dos filhos.

51 - Manifestou o poder do seu braço; dissipou aqueles que se orgulhavam nos pensamentos do seu coração.
Salmo 70, 19:
e a tua justiça, ó Deus, que chega até aos céus, com a qual tão grandes coisas tens operado: ó Deus, quem é semelhante a ti?

Salmo 117, 16:
A destra do Senhor levantou-me, a destra do Senhor atuou com firmeza.

Salmo: 88, 11
Tu calcastes a Raab, ferido de morte, com a força do teu braço, dispersaste os teus inimigos. 

52 – Depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes.

Salmo, 146, 6:
O Senhor eleva os humildes, abate os ímpios até à terra.

Eclesiástico, 10, 17:
Deus destruiu os tronos dos príncipes soberbos, e em seu lugar colocou os humildes.

53 - Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos.
I Reis, 2, 5:
Os que antes estavam cheios de bens assalariaram-se para terem pão; e os famintos foram saciados; até a estéril teve muitos filhos; e a que tinha muitos, perdeu a força (de os ter).

54 - Tomou cuidado de Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia; 55 - conforme tinha dito a nossos pais, a Abraão e à posteridade, para sempre.
 Miquéias 7, 20:
Tu (ó Senhor) mostrarás a verdade da tua promessa a Jacó, farás misericórdia a Abraão, como juraste a nossos pais desde os dias antigos.

Fonte:
Montfort Montfort - "Comparação entre o Magnificat e trechos do Antigo Testamento"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=oracoes&subsecao=diversas&artigo=magnificat&lang=bra
Online, 06/12/2012 às 17:49h

sábado, 10 de novembro de 2012

APRENDENDO COM NOSSA SENHORA A SER FIEL

Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais

A fidelidade a uma pessoa, a um amor, a uma vocação, é um caminho em que se alternam momentos de felicidade e períodos de escuridão e dúvida. Nossa Senhora manteve o seu sim e convida-nos a ser leais, vendo a mão de Deus também naquilo que não compreendemos.

Decorreram quarenta dias após o nascimento de Jesus, e a Sagrada Família põe-se a caminho para cumprir o que está mandado pela Lei de Moisés: todo varão primogênito será consagrado ao Senhor (Lc 2, 23). A distância de Belém a Jerusalém não é muita, mas são necessárias várias horas para percorrê-la a cavalo; uma vez na capital judaica, Maria e José dirigem-se ao Templo. Antes de entrar, cumpririam com toda piedade os ritos de purificação; também comprariam, em uma tenda próxima, a oferta prescrita aos pobres: um par de rolas ou duas pombinhas. A seguir, através das portas de Hulda e dos monumentais corredores subterrâneos por onde transitavam os peregrinos, chegariam à grande explanada. Não é difícil imaginar a sua emoção e recolhimento enquanto se encaminhavam para o átrio das mulheres.

Talvez neste momento teria se aproximado um homem idoso. Em seu rosto reflete-se a satisfação. Simeão saúda com afeto a Maria e a José, e manifesta a ansiedade com que esperava esse momento. É consciente de que seus dias estão chegando ao fim, mas sabe também – o Espírito Santo revelou-lhe (Lc 2, 26) – que não morreria sem ver o Redentor do mundo. Ao vê-los entrar, Deus fez-lhe reconhecer, nesse Menino, o Santo de Deus. Com o lógico cuidado que a tenra idade de Jesus requeria, Simeão o toma em seus braços e eleva comovido a sua oração: agora, Senhor, podes deixar teu servo ir em paz, segundo tua palavra: porque meus olhos viram a tua salvação, a que preparastes ante a face de todos os povos: luz para iluminar aos gentios e glória de teu povo Israel (Lc 2, 29-32).

Ao final da sua prece, Simeão dirige-se especialmente a Maria, introduzindo naquele ambiente de luz e alegria, um vislumbre de sombra. Continua falando da Redenção, mas acrescenta que Jesus será sinal de contradição, a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações, e diz à Virgem: uma espada traspassará a tua alma (Lc 2, 34-35). É a primeira vez que alguém fala desse modo.

Até esse momento, tudo - o anúncio do Arcanjo Gabriel, as revelações a José, as palavras inspiradas da sua prima Isabel e as dos pastores - tinha proclamado a alegria pelo nascimento de Jesus, Salvador do mundo. Simeão profetiza que Maria levará em sua vida o destino do seu povo, e ocupará um papel de primeira grandeza na salvação. Ela acompanhará o seu Filho, colocando-se no centro da contradição, em que os corações dos homens se manifestarão a favor ou contra Jesus.

Evidentemente, a Virgem Maria percebe que a profecia de Simeão não desmente, mas completa tudo o que Deus lhe foi dando a conhecer anteriormente. A sua atitude, nesse momento, será a mesma que as páginas do Evangelho sublinham em outras ocasiões: Maria guardava todas estas coisas meditando-as no seu coração (Lc 2, 19; cf. Lc 2, 51). A Virgem medita os acontecimentos; busca neles a vontade de Deus, aprofunda nas inquietações que Yahvé põe em sua alma e não cai na passividade perante o que acontece ao seu redor. Esse é o caminho, como assinalava João Paulo II, para poder ser leais com o Senhor: «Maria foi fiel antes de mais nada quando se pôs a buscar, com amor, o sentido profundo do desígnio de Deus nela e para o mundo (...). Não haverá fidelidade se não houver, na raiz, esta ardente, paciente e generosa busca; se não se encontrasse no coração do homem uma pergunta, para a qual só Deus tem a resposta, melhor dito, para a qual só Deus é a resposta» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).
Assista também: "Confiança Inabalável no Senhor", com padre Roger Luís

 Essa busca da vontade divina leva Maria à acolhida, à aceitação do que descobre. Maria encontrará ao longo de seus dias numerosas oportunidades para poder dizer «que se faça, estou pronta, aceito» (ibid). Momentos cruciais para a fidelidade, nos quais provavelmente advertiria que não era capaz de compreender a profundidade do desígnio de Deus, nem como se levaria a termo; e no entanto, observando-os atenciosamente aparecerá claramente o seu desejo de que se cumpra o querer divino. São acontecimentos nos quais Maria aceita o mistério, encontrando-lhe um lugar na sua alma «não com a resignação de alguém que capitula em frente a um enigma, a um absurdo, senão com a disponibilidade de quem se abre para ser habitado por algo –por Alguém!– maior que o próprio coração»(ibid).

Sob o olhar atento de Nossa Senhora, Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52); quando chegaram os anos da vida pública do Senhor, ia se dando conta de como se realizava a profecia de Simeão: este será posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel, e para sinal de contradição (Lc 2, 34). Foram anos em que a fidelidade de Maria se expressou no «viver de acordo com o que se crê. Ajustar a própria vida ao objeto da própria adesão. Aceitar incompreensões, perseguições antes que permitir rupturas entre o que se vive e o que se crê»; anos de manifestar de mil modos o seu amor e lealdade a Jesus. Anos, enfim, de coerência: «o núcleo mais íntimo da fidelidade». Mas toda fidelidade – como lhe é própria – «deve passar pela prova mais exigente: a da duração», isto é, a da constância. «É fácil ser coerente por um dia ou por alguns dias. Difícil e importante é ser coerente por toda a vida. É fácil ser coerente na hora da exaltação, difícil ser na hora da tribulação. E só pode se chamar fidelidade uma coerência que dura ao longo de toda a vida» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).

Assim o fez Nossa Senhora: leal sempre, e mais ainda na hora da tribulação. Encontra-se lá, no transe supremo da Cruz, acompanhada de um reduzido grupo de mulheres e do Apóstolo João. A terra cobriu-se de trevas. Jesus, fincado no madeiro, com uma imensa dor física e moral, lança ao céu uma oração que reúne sofrimento pessoal e radical segurança no Pai: Eloí, Eloí, lemá sabacthaní? –que significa: meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? (Mc 15, 34). Assim começa o Salmo 22, que culmina em um ato de confiança: lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os confins da terra (Sl 22 (21), 28).

Quais seriam os pensamentos de Nossa Mãe ao escutar o grito de seu Filho? Durante anos tinha meditado no que o Senhor esperava dela. Agora, vendo o seu Filho sobre a Cruz, abandonado por quase todos, Nossa Senhora teria presentes as palavras de Simeão: uma espada traspassava as suas entranhas. Sofreria, de modo singular, a injustiça que se estava consumando. E, no entanto, na escuridão da Cruz, sua fé lhe poria diante dos olhos a realidade do Mistério: estava se realizando o resgate de todos os homens, de cada homem.

As palavras de Jesus, cheias de confiança, lhe fariam entender com luzes novas que a sua própria aflição a associava mais intimamente à Redenção. Do alto do patíbulo, no momento mesmo da sua morte, Jesus cruza o olhar com o de sua Mãe. Encontra-a ao seu lado, em união de intenções e de sacrifício. E assim, «o fiat de Maria na Anunciação encontra a sua plenitude no fiat silencioso que repete ao pé da Cruz. Ser fiel é não trair, às escuras, o que se aceitou em público» (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana da Cidade do México, 26/01/1979).

Com a sua diária correspondência, a Virgem tinha-se preparado para este instante. Sabia que, com a sua entrega incondicional no dia da Anunciação, também tinha abraçado, de algum modo, estes acontecimentos nos quais agora participa com plena liberdade interior. «A sua dor forma um todo com a de seu Filho. É uma dor cheia de fé e de amor. A Virgem Maria no Calvário participa da força salvífica da dor de Cristo, unindo seu fiat, seu sim, ao de seu Filho» (Bento XVI, Discurso do Angelus, 17/09/2006). Maria permanece fiel, e oferece a seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à vontade divina (Via Sacra, IV estação). E sob a proteção dessa fidelidade, o Senhor coloca São João e, com ele, a Igreja de todos os tempos: aí tens a tua mãe (Jo 19, 27).
J.J. Marcos


Fonte: Canção Nova

terça-feira, 23 de outubro de 2012

AVE MARIA DE UM PROTESTANTE


Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que copiou-a num papel e recitava-as todos os dias. “Olha, mamãe, que oração linda!”, disse o garotinho um dia a sua mãe. “Nunca repita-a, meu filho!”, respondeu a mãe. “Esta é uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Mas na verdade ela não passa de uma mulher como uma outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia-a, nela encontramos tudo o que devemos e o que não devemos fazer”.
Daquele dia em diante o garotinho cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais à leitura da Bíblia. Um dia, quando lia o Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: "Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres".(Lc 1, 28) Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa? Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel à Virgem Maria e encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: “Doravante todas as nações me chamarão bem-aventurada.”(Luc. I,48). Ele não mais comentou estas passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para Mãe de Jesus, Nosso Salvador.
Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais e com indignação interrompeu- os, dizendo: “Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre as mulheres. Maria é a Mãe de Jesus Cristo e, consequentemente, a Mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações a chamarão abençoada/bem aventurada, e vocês desmerecendo- a e menosprezando- a? Seus espíritos não são os mesmos do Evangelho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã.”
A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda, que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. “Ah, meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!”. E realmente não tardou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a única e verdadeira religião, e abraçou-a e se tornou um de seus mais ardentes apóstolos.
Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que o censurou, dizendo: "Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas." A fúria dela era tão profunda quanto a de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damasco.
Então ocorreu que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação. Aí o irmão chegou até ela, e conversou afetivamente, dizendo: “Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, você faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará à conclusão de que o Catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta Fé."
Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação de seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.
Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell(Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: “O tal garoto que virou Católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, passou a dedicar sua vida inteira para o serviço de Deus. Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento!” O que eu sou, devo a Nossa Senhora. Vocês também meus caros fiéis, sejam totalmente dedicado à Nossa Senhora, e nunca esqueça de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça a Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na pedra/rocha( Pedro) , da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. XVI, 18).

domingo, 21 de outubro de 2012

FÉ CATÓLICA - DIFERENÇA DE CULTO (latria, dulia e hiperdulia)


Alguns protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria".

Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar".

No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.

A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
"Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10)
"Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2).

Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.

A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática.

A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto:

1. culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar - É o culto reservado a Deus

2. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar.

3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração.

A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.

O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus.

O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus.

Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus.
Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma.

A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um.

Os atos exteriores - como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.

Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19).
A objeção protestante, dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

Fonte: http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/formacao-igreja/fe-catolica/2988-diferenca-de-culto-latria-dulia-e-hiperdulia-.html

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

MÃE EM PLENITUDE






































A Virgem é muito mais mãe do que todas as mães: ela é mãe em plenitude. Após pentecoste, Maria é plenamente mãe, entregue por completo à sua graça maternal, pela qual ela entregou seu Filho. Também nós devemos nos sentir envolvidos no seu amor maternal imenso. maria nos amou a ponto de sacrificar seu Filho por nós. Ele morreu mas nos ficou ela; sua graça cresce ainda mais, por isso sua capacidade de amor por nós. Rendamos a esse amor uma homenagem, imensa também, de confiança e de abandono. A ela entreguemos toda a nossa alma, todo o nosso corpo, pois nossa mãe não faz distinção entre nossas necessidades; a maternidade espiritual envolve tudo. Abandonemo-nos a esse amor, quaisquer que sejam as circunstâncias em que nos encontremos. Sejamos filhos verdadeiros dessa mãe de Deus; ele vem a nós por ela.

Fonte: Livro Virgem Maria Mãe em plenitude. Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus - p7 - Ed. Paulus

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

MÃE IMACULADA


"Sou verdadeira Mãe de um Deus que é Filho,
e sou Sua Filha, ainda que ao ser-lhe Mãe;
Ele de eterno existe e é meu Filho.
E eu nasci no tempo e sou sua Mãe!

Ele é meu Criador
e é meu filho
e eu sou sua criatura e sua Mãe.
Foi divinal prodigio ser meu Filho.
Um Deus eterno e ter a mim por Mãe.

O ser da Mãe é quaser o ser do Filho.
Visto que o Filho deu o ser à mãe
e foi a mãe que deu o ser ao Filho.

Se, pois, o Filho teve o ser da mãe,
ou há de se dizer manchado o Filho,
ou se dirá Imaculada a Mãe"


Fonte: Facebook de Maria Fé