terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ave-Maria: oração agradável a Nossa Senhora

A Ave-Maria muito agrada Nossa Senhora, pois por esta oração renovamos a alegria que ela sentiu quando o Anjo lhe anunciou que fora eleita para ser Mãe de Deus1. Por isso, na intenção de renovar a alegria da Anunciação no coração da Virgem de Nazaré, devemos saudá-la muitas vezes com a Ave-Maria. “Saudai-a com a Ave-Maria, diz Tomás de Kempis, porque ela gosta muito dessa saudação. Que não lhe podemos dirigir saudação mais agradável, do que com a Ave-Maria, disse-o a Virgem a Santa Matilde”2. Se saudamos a Mãe do Senhor com a Ave-Maria, seremos também saudados por ela e receberemos dela uma nova graça. Pois, como atestam os santos, é impossível que Nossa Senhora recuse uma graça a quem se aproxima dela com a Ave-Maria. “A Santa Gertrudes prometeu a Mãe de Deus tantos auxílios na hora da morte, quantas Ave-Marias lhe tivesse recitado em vida. Alano de Rupe afirma que, ao ouvir essa saudação angélica, alegra-se o Céu, treme o Inferno e foge o Demônio. Com feito, atesta-o Tomás de Kempis, pois com uma Ave-Maria pôs em fuga o Demônio que lhe aparecera”3. Mas, como praticar com fruto a piedosa devoção da Ave-Maria?
A prática de oração da Ave-Maria pode dar-se de várias formas, conforme os ensinamentos dos santos e do Magistério da Igreja. Podemos rezar de manhã e de noite, ao levantar-nos e antes de nos deitar, “três Ave-Marias, ajuntando depois de cada uma a pequena jaculatória: por vossa pura e imaculada Conceição, ó Maria, purificai meu corpo e santificai minha alma”4. Depois, devemos pedir a bênção a Nossa Senhora, conforme fazia sempre Santo Estanislau, pondo-nos sob o seu manto, pedindo que naquele dia ou naquela noite ela nos livre de todo o pecado. Para favorecer esta prática de oração, é recomendável que tenhamos diante de nós uma bela imagem da Virgem Maria.
Outra forma de praticar a devoção da Ave-Maria é a oração mariana do Ângelus, ou Anjo do Senhor, com as tradicionais três Ave-Marias, pela manhã, ao meio-dia e à noite. A oração do Ângelus foi indulgenciada pela primeira vez pelo Papa João XXII, em 1328, e depois por Bento XIII, em 1724. “Outrora, ao som das Ave-Marias, todos se ajoelhavam para rezar o Anjo do Senhor. São Carlos Borromeu não se acanhava de descer da carruagem, para recitá-lo de joelhos na rua, mesmo na lama muitas vezes”5. Até os nossos dias, o Ângelus permanece uma prática muito cara na Igreja, especialmente àquelas almas mais devotas da Virgem Maria.
Podemos também saudar a Mãe de Deus com a Ave-Maria a cada hora, como fazia Santo Afonso Rodríguez ao soar o relógio e quando era acordado pelos anjos para saudar Nossa Senhora. Outro modo de praticar esta devoção é saudá-la com a Ave-Maria ao sair de casa e ao entrar nela, para que a Virgem Maria nos livre, dentro e fora dela, de todo pecado. Podemos rezar a Ave-Maria sempre que passamos por uma imagem da Mãe de Jesus. Nesse sentido, se pudermos, é bom colocar uma bela imagem da Virgem Maria na parede, do lado de fora de nossa casa ou no jardim, para que as pessoas que passam pela rua possam venerá-la e rezar a saudação angélica. Podemos ainda começar e terminar cada hora do Ofício Divino com a recitação da Ave-Maria.
Ouça aula do Padre Paulo Ricardo sobre “A oração da ‘Ave Maria’”:
A sudação angélica tem sua expressão mais profunda na Oração do Rosário da Virgem Maria. A Ave-Maria é o elemento mais encorpado do Santo Rosário, o que faz dele uma oração mariana por excelência. Entretanto, à luz da própria Ave-Maria, nota-se claramente que seu carácter mariano, que não se opõe ao cristológico e até o sublinha e exalta. “A primeira parte da Ave-Maria, tirada das palavras dirigidas a Maria pelo Anjo Gabriel6 e por Santa Isabel7, é contemplação adoradora do mistério (de Cristo) que se realiza na Virgem de Nazaré”8. Estas palavras exprimem a admiração do Céu e da Terra e deixam transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra-prima – a encarnação do Filho do Altíssimo no ventre da Virgem Maria – daquele mesmo olhar contente do Criador no livro do Gênesis9, daquele primordialpathos10 com que Deus, na aurora da criação, contemplou a obra das suas mãos. “A repetição da Ave-Maria no Rosário sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história”11. A Ave-Maria, especialmente recitada no Rosário, é o cumprimento da profecia da Virgem de Nazaré: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão Bem-aventurada”12.
Portanto, a Ave-Maria é uma oração muita querida por Nossa Senhora, que podemos rezar em vários momentos de nosso dia, para agradar o seu coração de Mãe. É bom rezar a Ave-Maria ao começar e terminar as nossas ações, quer sejam elas espirituais, como a oração, a confissão, a comunhão, a leitura espiritual, a pregação da Palavra de Deus; ou temporais, como o estudo, o trabalho, o aconselhamento, a refeição, o descanso. “Felizes as ações praticadas entre duas Ave-Marias! Saudemos a Virgem com essa oração, ao despertar pela manhã, ao fechar os olhos para dormir”13. Invoquemos a Mãe da Igreja com a Ave-Maria em todas as tentações, em todos os perigos, em todos os sofrimentos, em todas as necessidades. Pratiquemos esta devoção e veremos os seus abundantes e abençoados frutos. Rezemos todos os dias três Ave-Marias em honra ao poder, à sabedoria e à bondade da Santíssima Virgem. Recitemos dez Ave-Marias para honrar suas dez virtudes. Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!
Referências:
1 Cf. Lc 1, 28-33.
2 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIOGlórias de Maria. 3ª ed. Aparecida: Santuário, 1989, p. 443.
3 Idem, p. 444.
4 Idem, ibidem.
5 Idem, p. 445.
6 Cf. Lc 1, 28.
7 Cf. Lc 1, 42.
9 Cf. Gn 1, 31.
10 Pathos: palavra grega, que aqui significa a paixão com a qual Deus olhou quando terminou a obra da criação.
11 RVM 33.
12 Lc 1, 48
13 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 445.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, missionário da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia. Atualmente é produtor de conteúdo do portal cancaonova.com. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina esta devoção, o caminho "a Jesus por Maria", que é o seu maior apostolado.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Santa Maria, MAE DE DEUS!



Catecismo:

Mãe de Deus
§ 466 A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante dela, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso em 431, confessaram que "o Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem[a30] ". A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio: "Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne[a31] ".

A MATERNIDADE DIVINA DE MARIA

§495 Denominada nos Evangelhos "a Mãe de Jesus" (João 2,1;19,25[a32] ), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como "a Mãe de meu Senhor" (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotókos[a33] ).

§509 Maria é verdadeiramente "Mãe de Deus", visto ser a Mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus."


MARIA:


É A Mãe de Deus

Se Cristo é a segunda pessoa da Santissima Trindade e se Deus é uno e trino, logo, Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. No evangelho "a Mãe do meu Senhor" (Lc 1,43 ).

É A Mãe de Todos os Homens

Se somos todos filhos de Deus, em Jesus, também somos filhos de Maria, mãe de Jesus.

"Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa"(Jo 19,26-27).

Foi Concebida sem Pecado (Imaculada Conceição)

Maria é conhecida como Santa Pureza, porque como a Suma pureza de Deus poderia nascer do impuro? Por isso ela foi escolhida "bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1,42) e preservada de toda mancha do pecado original. Maria concebeu pelo Espírito Santo sem a cooperação do homem. Por isso o Anjo a saúda: "Ave, cheia de Graça (Cheia de Deus), o Senhor é contigo..." (Lc 1,28).

É Sempre Virgem

Maria deu a luz o seu Filho sem qualquer violação da sua integridade virginal, assim como o sol atravessa uma janela de vidro sem quebrá-la. Após o nascimento de Jesus, Maria permaneceu Virgem. O facto de Maria não ter tido mais filhos (os versículos que falam nos irmãos de Jesus se referem aos seus primos) indica que ela nunca se uniu a José, seu marido.
"O Senhor disse-me: Este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor, Deus de Israel, aí passou; ele permanecerá fechado."
(Ez 44,2)
E no Novo Testamento é confirmado o que os profetas predisseram: Maria concebe virginalmente pela ação do Espírito Santo. (Lc 1,27-31).
Por onde Jesus passou, ninguém passa.

Foi Assunta aos Ceus

Quando chegou a hora de sua morte Maria adormeceu suavemente no Senhor, depois ressuscitou e foi levada gloriosamente em corpo e alma para o Céu. Deus quis assim para que Maria participasse de maneira singular na ressurreição de Jesus e é também uma antecipação da ressurreição de todos os cristãos.

É Rainha

"1. Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.
2. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.
3. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.
4. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.
5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.
6. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias." (Ap 12,1-6).

Está bem claro nessa passagem que a mulher é Maria, mãe de Jesus, que perseguida pelo demonio, fugiu para o deserto. E tinha na cabeça uma COROA de 12 estrelas, o que quer dizer que ela foi coroada no Ceu. Recebeu a coroa da Gloria, assim como os santos receberam e os santos no fim dos tempos também receberão. Jesus disse:
"quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel." (Mt 19,28)
Se os apostolos de Jesus merecem tais honras o que não merecera a Mãe de Jesus?

Havia uma "vaga" no Céu, deixada por "aquele que não queria servir", Lucifer. E essa "vaga" foi preenchida por Maria.

"9. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam.
10. Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?" (Ct 6,9-10)

Esta passagem também se refere a Maria, porque ela é a "bem aventurada", "bendita entre as mulheres". Se as rainhas a louvam, ela também merecia esse título.

É A Nova Eva

Com a entrada do pecado no mundo Deus precisou enviar um Novo Adão, Jesus Cristo para nos salvar e o fez através de uma Nova Eva, Maria.
“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar”(Gn 3,15).
Esta mulher é Maria. O próprio Jesus tratava-a pelo nome de "mulher" (Jo2,4;19,26) numa clara referência à essa passagem do Génesis.

É Medianeira

“... assunta aos céus, não abandonou este mundo salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna(...) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira (LG 62)”(§ 969).

Ela intercede por nós, como uma pessoa querida ora por nós, ela também pede a Jesus pelas nossas necessidades, assim como intercedeu nas Bodas de Caná:

“Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.
Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser”(Jo 2,3-5).

E ela sempre indica o caminho para o seu Filho, como quando disse: "fazei o que ele vos disse". Ninguém vai ao Pai senão por Jesus, porém Maria e os santos intercedem junto a Jesus. Quando uma pessoa ora a Jesus por outra pessoa, faz o mesmo que Maria faz, intercede junto a Jesus. Porém grande é o apelo que tem junto ao coração de um filho o pedido de sua mãe!

Referindo-se à Mãe de Jesus, diz s. Agostinho: “Santa Maria fez a vontade do Pai e a fez inteiramente; por isso vale mais para Maria ter sido discípula de Jesus do que sua Mãe. Feliz era Maria, porque antes de gerá-lo, já o trazia em seu coração”. Eis a grandeza de Maria, modelo de fé para todos nós!

Santa Maria, rogai por nós!

Fonte http://temaspolemicosigreja.blogspot.com.br/2010/07/santa-maria-mae-de-deus.html

domingo, 14 de setembro de 2014

Por que dedicar um dia ao nome de Maria?


MÃE DE DEUS
SEXTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2014, 7H00MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2014, 8H
A liturgia celebra, no dia 12 de setembro, o Nome Santíssimo da Virgem Maria (Miryam, em hebraico). O objetivo dessa festa é que os fiéis possam recomendar a Deus, de modo especial pela intercessão de Sua Santíssima Mãe, as necessidades da Igreja e as próprias necessidades, além de agradecer ao Senhor as graças recebidas por intermédio da intercessão da Virgem Maria.
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Essa festa teve início na Espanha, em 1513, e espalhou-se por todo o país. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a estendeu para toda a Igreja do Ocidente como um ato de ação de graças pelo levantamento do cerco de Viena e a derrota dos turcos por João Sobieski, rei da Polônia. Na época, a data dessa celebração foi definida para ser no domingo dentro da oitava da Natividade de Nossa Senhora.
O nome de uma pessoa é muito importante na Bíblia, pois representa a própria pessoa.Certamente, São Joaquim e Santa Ana foram inspirados pelo céu ao escolherem esse nome para a Virgem que seria, um dia, a Mãe do Redentor e nossa Mãe.
São Lucas registra: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”. Segundo os mariólogos, o nome “Miryam” pode ter origens diversas. Alguns estudiosos afirmam que ele é derivado da raiz “mery“, que em egípcio significa “muito amada”. Também são atribuídos a ela o significado de “Estrela do Mar”, entre outros.
Mais importante do que o significado exato desse nome é saber que ele é poderoso, pois é o nome da Mãe de Deus e deve ser invocado sempre.
O nome de Maria é como um bálsamo que corre agradavelmente sobre os membros dos enfermos e os penetra com eficácia, os reanima e suaviza, lhes dá força e saúde. Mais do que o nome de todos os santos, Maria pede a Deus que Ele cure os nossos males, ilumine nossa cegueira e nos encorage em nossos desânimos.
Ricardo de São Vítor disse: “O nome de Maria cura os males do pecador com mais eficácia que os unguentos mais procurados. Não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome”.
Alguém disse que o nome de Maria desarma o coração de Deus. Não há pecador, por mais criminoso que seja, que o pronuncie em vão. Por ela, o perdão desce sobre as almas pecadoras, não porque tenha ela o direito de o conceder, mas porque é onipotente para o implorar a Deus. O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os tesouros d’Ele à disposição da alma que o invoca. São Bernardo a chamou de “onipotência suplicante”.
Um santo disse que Jesus Cristo entrega tudo o que tem àqueles que Lhe estendem a mão em nome de Sua Mãe. Deus Pai, fonte de toda riqueza, concede toda graça àqueles que pedem algo a Ele invocando o nome de Sua Filha bem-amada.
O nome da Santíssima Virgem Maria nos salva dos perigos de pecar, das tentações e de todas as dificuldades. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia. Quem tem temor de Deus e de Seus julgamentos deve pensar sempre em Maria e invocar o nome dela. Assim, sua confiança em Deus renascerá. Diante de qualquer dificuldade humana, diante dos adversários e dos perigos, pense em Nossa Senhora e invoque o seu santo nome; porque dele os demônios fogem.
Da mesma forma, se há o medo da morte, pensemos na Santíssima Virgem Maria e invoquemos sempre seu nome para termos a coragem de aceitar esse supremo e último sacrifício. Quaisquer que sejam os inimigos que nos ameacem, venham eles do inferno ou do mundo, invoquemos o poderoso nome de Maria e a todos eles venceremos.
Diante de nossas fraquezas e pecados – orgulho, ganância, sensualidade, gula, inveja e preguiça – confiemos o nosso fraco coração aos cuidados da Mãe de Deus, invocando o seu poderoso nome.
“O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel para a boca e doce melodia para o ouvido.”
São Boaventura afirma: “Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria, porque este é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça. Ó Mãe de Deus, que glorioso e admirável é vosso nome! Quem o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer todo o inferno e por em fuga todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome.”
São Pedro Crisólogo destaca: “O nome de Maria é salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal.”
São Bernardo declarou: “Ó amabilíssima Maria, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração. Os que vos amam não podem pensar em vós sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que vos honram.”
Tomás de Kempis, em seu livro “Imitação de Cristo”, escreveu a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus: “Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus e fogem como se corre do fogo ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado”.
Leia mais:

Felipe Aquino

Prof. Felipe Aquino, é viúvo, pai de 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Site do Professor: http://www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

sábado, 13 de setembro de 2014

A veneração às dores de Nossa Senhora

A devoção a Nossa Senhora tem como uma das expressões mais piedosas e profundas a veneração às suas dores.
A veneração às dores de Nossa Senhora
Nossa Senhora das Dores
A veneração e a devoção às dores de Nossa Senhora tem sua expressão litúrgica no tempo quaresmal e no dia 15 de Setembro. Entretanto, antes destas celebrações, o povo cristão já consagrava a terna lembrança e a veneração às dores da Mãe de Deus. A devoção a Nossa Senhora das Dores, que também é conhecida como Nossa Senhora da Piedade, remonta o século XIII e teve como os maiores propagadores os frades da Ordem dos Servos de Maria, mais conhecidos como Servitas, que foi fundada em 1240. A Virgem Maria, Mãe de Deus, que por amor a nós resignou-se diante do sacrifício de seu Filho Jesus Cristo, é digna de nossa piedade e de nossa gratidão. Pois, mais lhe custou sofrer estas dores do que suportar mil mortes. Se não podemos corresponder dignamente a tanto amor, demoremo-nos hoje, pelo menos por algum tempo, na consideração de tão cruéis dores que suportou a Virgem Maria. Tão atrozes foram as suas dores que, por excederem às dos mártires em duração e em intensidade, Nossa Senhora é também é lembrada como a Rainha dos Mártires.
A coroa com a qual a Mãe de Deus foi constituída Rainha dos Mártires foi justamente a sua dor, que excedeu à de todos os mártires juntos. À semelhança de seu Filho, a Virgem Maria sofreu o martírio durante toda a sua vida. São Alberto Magno ensina que um dos significados do nome de Maria é “amargura do mar”1. Por isso, ele aplica a ela o texto de Jeremias: “Grande como o mar é a minha dor”2. Como o mar, amargo e salgado, toda a vida de Maria foi cheia de amarguras. A espada de dor, prenunciada por Simeão, transpassou a alma da Virgem Maria todos os dias de sua vida3. Por isso, com razão, dizia ela como Davi: “A minha vida se consome na dor e os meus anos em gemidos”4; e dizia também: “A minha dor está sempre ante meus olhos”5. O tempo não aliviou seus sofrimentos, ao contrário, aumentava-lhe cada vez mais em seu coração de Mãe a dor de perder seu Filho. “Como crescem os espinhos à medida que a rosa desabrocha, cresceram também em Maria – Rosa Mística – os penetrantes espinhos das aflições”6 pela Paixão de seu Filho.
A Virgem Maria é Rainha dos Mártires, pois, entre todos os martírios o seu foi o mais longo e também o mais doloroso. Por isso, atribui-se a Mãe do Senhor este trecho das Sagradas Escrituras: “Porque é grande como o mar o teu desfalecimento. Quem te remediou?”7. A respeito destas palavras do profeta Jeremias, ensina Hugo de São Vitor: “Ó Virgem bendita, como a amargura do mar excede todas as amarguras, assim tua dor excede todas as outras dores. […] A dor de Maria era suficiente para causar-lhe a morte a cada instante, se Deus não lhe tivesse conservado a vida por um singular milagre”8. A intensidade do sofrimento da Mãe da Igreja foi tão destruidora que, dividida por todos os homens, bastaria para fazer morrer todos, subitamente. O martírio de Maria foi mais doloroso que o de todos os mártires, pois estes sofreram o martírio no corpo, enquanto ela padeceu o martírio em sua alma. Por isso, dela profetizou Simeão: “E uma espada transpassará até a tua alma”9. No Calvário, enquanto o Filho sacrificava seu corpo pela morte, sua Mãe sacrificava sua alma pela compaixão.
Os mártires sofreram sacrificando suas próprias vidas, enquanto Maria sofreu sacrificando a vida do Filho, à qual amava mais do que a própria vida. A Virgem das dores padeceu em seu coração todos os suplícios que sofreu em seu corpo o amado Filho Jesus. “As mesmas chagas que estavam espalhadas pelo corpo de Jesus, se achavam todas reunidas no coração de Maria”10. Além disso, diferente dos mártires, que sofreram consolados pelo Senhor, Nossa Senhora sofreu dores indizíveis na alma, sem alívio algum, na Paixão de seu Filho. Por isso, com razão podemos atribuir a Maria as palavras de Jeremias: “Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante à minha dor”11.
Assim, Maria, a Rainha dos Mártires, tão compassiva e benigna, preferiu sofrer todas as dores a ver-nos privados da redenção e entregues à antiga miséria. São Alberto Magno dizia que “somos obrigados a Jesus pela Paixão que sofreu por nosso amor, mas o somos também a Maria pelo martírio que, na morte do Filho, quis sofrer espontaneamente pela nossa salvação”12. Pois, o sofrimento de Nossa Senhora pela morte do Jesus excedeu os de todos os mártires juntos. O único consolo da Virgem dolorosa em meio às indizíveis dores pela Paixão do Filho era pensar no mundo resgatado e ver reconciliados com Deus os homens que outrora estavam em inimizade com Ele. Este grande sofrimento da Virgem Maria por amor de nós merece a nossa gratidão e o nosso amor. A memória destes padecimentos, a meditação de suas dores, é agradável a Virgem Maria e ao seu Filho. O próprio Jesus revelou a Santa Verônica de Binasco que a Ele mais agrada a meditação dos sofrimentos de Maria, do que a contemplação das suas dores: “caras me são as lágrimas derramadas sobre minha Paixão; mas, como amo imensamente a minha Mãe, ainda me é mais cara a meditação das dores que ela padeceu, vendo-me morrer”13. Por tudo isso, em gratidão a Jesus e a Maria, veneremos as dores de Nossa Senhora. Pois, além de agradar a Mãe e o Filho, a devoção às dores da Virgem Maria é útil para alcançar-nos a salvação eterna em Jesus Cristo. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
Referências:
1 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIOGlórias de Maria. 3ª ed. Aparecida: Santuário, 1989, p. 358.
2 Jr 2, 13.
3 Cf. Lc 2, 35.
4 Sl 30, 11.
5 Sl 37, 18.
6 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 360.
7 Lm 2, 13.
8 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 360.
9 Lc 2, 35.
10 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 361.
11 Lm 1, 12.
12 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Op. cit., p. 367.
13 Idem, p. 368.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, missionário da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia. Atualmente é produtor de conteúdo do portal cancaonova.com. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina esta devoção, o caminho "a Jesus por Maria", que é o seu maior apostolado.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A nova Primavera do Rosário


A nova Primavera do Rosário
São João Paulo II
A oração do Rosário da Santíssima Virgem Maria não é uma prática piedosa do passado, na qual pensamos com saudades, mas hoje passa por uma nova Primavera. “Isto é sem dúvida um dos sinais mais eloquentes do amor que as jovens gerações sentem por Jesus e pela sua Mãe, Maria”1. No mundo atual, tão dispersivo, a oração do Rosário nos ajuda a colocar Cristo no centro, como fazia a Virgem Maria, que meditava em seu coração de Mãe tudo o que se dizia do seu Filho, e depois o que Ele fazia e dizia. Quando recitamos o Rosário, revivemos os momentos mais importantes e significativos da história da salvação; repercorremos as várias etapas da missão de Cristo. Com Maria, orientamos o nosso coração para o mistério de Jesus. Colocamos “Cristo no centro da nossa vida, do nosso tempo, das nossas cidades, mediante a contemplação e a meditação dos seus santos mistérios de alegria, de luz, de sofrimento e de glória”2. “O Rosário, quando é rezado de modo autêntico, não mecânico nem superficial mas profundo, de fato dá paz e reconciliação. Contém em si o poder restabelecedor do santíssimo Nome de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave-Maria”3. Além disso, “quando rezamos o Terço, Maria oferece-nos o seu coração e o seu olhar para contemplarmos a vida do seu Filho, Jesus Cristo”4.
São João Paulo II foi um Papa totalmente consagrado a Jesus pelas mãos maternas de Maria, como evidenciou-se no lema de seu pontificado: “Totus tuus”, que significa todo teu, todo de Maria. João Paulo II foi eleito no coração do mês do Rosário, e a “coroa” (Terço) que ele tinha sempre nas mãos tornou-se um dos símbolos do seu pontificado, sobre o qual a Virgem Imaculada velou com carinho de Mãe. Na sua vida e no seu ministério, a oração do Papa dos jovens se apoiava na intercessão da Virgem Maria. Em seu apostolado, o Santo Padre encorajou vivamente a oração do Terço, escreveu a Carta ApostólicaRosarium Virginis Mariae, e enriqueceu o Rosário com a meditação dos Mistérios Luminosos. Através da rádio e da televisão, fiéis do mundo inteiro puderam unir-se muitas vezes ao Papa nesta oração mariana e, graças ao seu exemplo e aos seus ensinamentos, redescobrir o autêntico sentido contemplativo e cristológico do Rosário5.
O Rosário mariano tem Jesus Cristo como centro, por isso não se opõe à meditação da Palavra de Deus e à oração litúrgica. Ao contrário, esta oração representa um “complemento natural e ideal, em particular como preparação e como ação de graças à celebração eucarística. O Cristo encontrado no Evangelho e no Sacramento, contemplamo-lo com Maria nos vários momentos da sua vida, graças aos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos”6. Na escola da Mãe de Deus, aprendemos a conformar-nos ao seu Filho Jesus e a anunciá-lo com a nossa própria vida. “Se a Eucaristia é para o cristão o centro do dia, o Rosário contribui de modo privilegiado para dilatar a comunhão com Cristo, e ensina a viver, tendo fixo nele o olhar do coração, para irradiar sobre todos e sobre tudo o seu amor misericordioso”7.
Ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “O Santo Rosário”:
O Rosário da Virgem Maria, que ao sopro do Espírito de Deus foi formando-se gradualmente no segundo Milênio, é uma oração amada por numerosos santos e santas e estimulada pelo Magistério da Igreja. “Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milênio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a ‘fazer-se ao largo’ (duc in altum!) para reafirmar, melhor ‘gritar’ Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como ‘caminho, verdade e vida’8, como ‘o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização’”9.
Assim, seguindo o exemplo de São João Paulo II e outros numerosos santos que praticaram esta salutar devoção, rezemos o Rosário de Nossa Senhora. Esta oração, que nasceu na Idade Média, vive hoje uma nova Primavera. O Rosário recebe, em nossos dias, um novo sopro do Espírito Santo, para produzir muitos santos. Não tenhamos medo de rezar o Rosário, pois Cristo é o centro desta oração. Nela, meditamos os mistérios de Jesus Cristo, único Salvador do mundo. Além disso, o Rosário favorece a meditação da Palavra de Deus e espiritualidade litúrgica. Pois, a oração do Rosário representa um particular complemento, como preparação e como ação de graças, para a celebração da Eucaristia. Impulsionados pelo Espírito Santo, façamos do Rosário da Virgem Maria um caminho espiritual privilegiado que nos conduz a Jesus Cristo. Que a Virgem Maria nos ajude a acolher em nós a graça que provém dos mistérios do Rosário, para que através de nós ela possa “irrigar” a sociedade, a partir das relações quotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!
Referências:
2 Idem, ibidem.
3 Idem, ibidem.
4 A SANTA SÉ. Homilia do Papa Bento XVI em Lourdes, no dia 13 de Setembro de 2008.
6 A SANTA SÉ. Papa Bento XVI, Angelus do dia 16 de Outubro de 2005.
7 Idem, ibidem.
8 Jo 14, 6.
9 A SANTA SÉ. Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 1.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, missionário da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia. Atualmente é produtor de conteúdo do portal cancaonova.com. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina esta devoção, o caminho "a Jesus por Maria", que é o seu maior apostolado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA COM O MENINO JESUS E MENSAGEM DO MENINO JESUS A MARIJA PAVLOVIC- LUNETTI, NO DIA 25 DE DEZEMBRO DE 2012


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Nossa Senhora veio com o Pequeno Jesus em Seus Braços e Ela não deu uma mensagem, mas o Pequeno Jesus começou a falar e disse: “EU sou a vossa paz, vivam os Meus Mandamentos”. Com um sinal da cruz, Nossa Senhora e o Pequeno Jesus nos abençoou a todos.
Transcrição do comentário da vidente Marija sobre a mensagem de 25 de dezembro de 2012 durante programa da Rádio Maria Itália apresentado pelo padre Lívio Fanzaga.
Padre Livio: Marija nos comunica a mensagem de hoje, 25 de dezembro de 2012. Olá Marija, bom Natal !
Marija:  Olá padre Lívio, Bom Natal ! Bom Natal a todos os ouvintes da Rádio Maria com todo o coração ! Hoje é em realidade um dia especial, porque Nossa Senhora não deu mensagem. Eu a descrevo assim:
“Nossa Senhora veio com Jesus menino entre os Seus braços. Não deu mensagem. Mas Jesus menino começou a falar e disse: “Eu sou a vossa paz, vivam os Meus Mandamentos” Nossa Senhora e o menino Jesus juntos nos abençoaram com o sinal da cruz.”
Padre Lívio: Marija você pode dizer em croata isto também ?
Marija: Gospa je došla sa malim Isusom u narucju i nije dala poruku, ali je mali Isus progovorio i rekao ovako: “Ja sam vaš mir, zivite moje zapovijedi”. Znakom kriza Gospa i mali Isus zajedno su daj nas blagoslovili.
Padre Lívio: Posso fazer-te algumas perguntas, Marija ?
Marija: Sim, padre Lívio.
Padre Livio: Nossa Senhora vem sempre no Natal com Jesus menino ?
Marija: Sim.
Padre Lívio: Uma vez veio com Jesus na Paixão. Mas Jesus nunca falou. É a primeira vez que Jesus fala ?
Marija: Sim. Ficamos todos surpresos. Fez uma forte emoção. Após a aparição comecei a chorar, normalmente estou alegre. Também desta vez estou mais alegre ainda. É uma coisa extraordinária. Me comove que nos tenha abençoado e dito estas palavras pela primeira vez.
Padre Lívio: Nossa Senhora vem com o menino Jesus, recém-nascido ?
Marija: Sim, como em todos os anos. Como em todos os anos Nossa Senhora vem com Jesus criança.
Padre Lívio: Mas a criança é um bebê recém nascido ?
Marija: Sim. Quando eu recomendei vocês a Nossa Senhora, como normalmente faço, em um certo momento esperava que Nossa Senhora me desse uma mensagem, ao invés disso, Ela ficou em silêncio e Jesus se dirigiu como o Rei da Paz. È uma criança, mas com autoridade disse estas palavras.
Padre Lívio: Estou chocado com este fato novo.
Marija: Sim, porque pela primeira vez Jesus falou a mim. Porque em Medjugorje Jesus nunca me falou.
Padre Lívio: A voz é de criança mas falou com grande autoridade ?
Marija: Sim, falou com autoridade. Com um timbre que permaneceu forte dentro de mim. Eu ouvi a voz de Jesus Menino. Não era uma criança de poucas horas. Não sei como dizer. Um Jesus que é pequeno, recém-nascido que se dirige a nós. O único momento em que aconteceu algo extraordinário foi quando Jesus criança piscou os olhos. E a segunda agora quando nos falou.
Padre Lívio: É como vemos nos ícones, nos belos ícones ? Um Jesus menino mas com autoridade ? Se vê que tem um aspecto de Rei, de Real.
Marija: Exatamente assim.
Padre Lívio: Eu pessoalmente penso que é um fato novo, belo, mas extremamente positivo.
Marija: Eu creio que algo assim eu não poderia esperar. Podia esperar que Nossa Senhora me dissesse que não me apareceria mais, ou outra coisa, não sei. Mas há 31 anos Nossa Senhora tem aparecido todos os anos no dia de Natal com Jesus menino nos braços. Mas pela primeira vez Jesus falou.
Padre Lívio: Ele disse palavras extraordinárias “Eu sou a vossa paz”. Marija, talvez você não fosse uma teóloga, mas você sabe muito bem que quando Jesus no Evangelho disse “Eu sou” é a reinvindicação de uma autoridade divina. “Eu sou aquele que sou” portanto, é uma expressão que o indica a si mesmo como Deus. “Eu sou a vossa paz”. Depois Ele diz: “Vivam os Meus Mandamentos”. É um menino que fala com autoridade divina. Nesta mensagem eu vi a verdadeiramente a dimensão divina de Jesus. Nesta criança se vê a divindade. É algo que afeta muito o nosso coração, esta mensagem.
Marija: Me afetou muito fortemente, padre Lívio. Chorei muito. Outras duas ou três vezes mas esta vez mexeu muito comigo. Estou tentando compreender aquilo que vi.
Padre Lívio: São coisas que mostram uma grandeza, que temos que crescer espiritualmente. São coisas infinitamente maiores do que nós, em resumo.
Marija: Hoje me dei conta que, verdadeiramente, no momento em que parecia que para mim a aparição era algo usual, ordinário, também hoje acontece algo extraordinário. No meu coração tenho uma grande gratidão.
Padre Lívio: Certo. A verdade é que Deus nos surpreende sempre.
Marija: É isto.
Padre Lívio:  Concluamos com a oração, Marija.
Marija e Padre Lívio juntos: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no principio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos amém.
Padre Lívio: Concluamos com a benção: Nosso auxilio está no nome do Senhor.
Marija: Que fez os céus e fez a terra.
Padre Lívio: Os abençoe o Deus Onipotente: Pai, Filho e Espirito Santo.
Obrigado Maria. Bom Natal e ano novo.
Marija: Obrigado a vocês.
Traduzido e transcrito por Gabriel Paulino – Site www.medjugorjebrasil.com

Fonte http://movimentojovensmarianos.wordpress.com/page/10/