segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Faça-se em mim! - 01.12.2015


Faça-se em mim!
Dentre as experiências de fé que uma visita à Terra Santa proporciona ao peregrino, poucas são comparadas com a que se pode fazer ao visitar a Basílica da Anunciação, em Nazaré. No altar do que restou da casa de Maria, lê-se a inscrição, em latim: “Verbum caro hic factum est” (“Aqui a Palavra se fez carne”). Ao se referir a esse mistério, São Bernardo de Claraval  exclamou: “Volto-me para o abismo de temível profundidade: um abismo absolutamente insondável, o mistério da encarnação do Senhor; um abismo impenetrável... De fato, quem consegue investigá-lo, tocá-lo a fundo, compreendê-lo?”

A resposta de Maria: “Faça-se em mim”, foi a colaboração humana para a realização do eterno plano de Deus. Como não ver uma ligação de seu sim com o de seu Filho? Segundo o autor da Carta aos Hebreus, “ao entrar no mundo, Cristo declara: ‘Não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado’. Então eu disse: ‘Eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’”. 

“Maria pronunciou este faça-se na fé. Foi mediante a fé que ela se entregou a Deus sem reservas e se consagrou totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra do seu Filho. Ela concebeu este Filho na mente, antes de concebê-lo no seio: precisamente mediante a fé!”

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.

domingo, 29 de novembro de 2015

A proposta de Deus - 30.11.2015

O diálogo de Maria com o anjo na anunciação deixa claro que ela não conhecia os planos de Deus sobre ela mesma. Embora especialmente agraciada por Deus e tendo como meta ser sua serva, caminhou na escuridão da fé. Assim, de maneira muito natural, diante de imprevistos ficou surpresa e fez perguntas. Sabia que o Messias nasceria de uma mulher  e que uma virgem o conceberia. Não sabia que aquela mulher seria justamente ela.

Tendo ouvido as palavras do anjo (“Darás à luz um filho”), Maria não duvidou nem pediu um sinal. Sua pergunta foi sobre “como” conceberia este filho. Queria saber de que maneira deveria comportar-se para que pudesse cumprir a vontade de Deus. Os padres da Igreja viam nessa pergunta os sinais claros de um voto de virgindade. Assim, a pergunta teria um valor continuativo, como quem hoje diz: “Não fumo”, significando que a pessoa tem a intenção de continuar não fumando. No caso de Maria, seria como se dissesse: “Não conheço e não tenho intenção de conhecer homem. Para fazer a vontade de Deus, devo mudar de comportamento?” Aqui, colocam-se duas questões: poderia Maria não aceitar a proposta de Deus? Em caso de a resposta ser positiva, como nasceria Jesus?

Maria era livre. Deus a preparou, a fez “cheia de graça”, mas não tirou sua liberdade. Ser livre significa fazer escolhas, mesmo contra a vontade de Deus. Que Deus realizaria seus planos de outra maneira, disso não há dúvidas. A Bíblia é rica de ensinamentos nesse sentido. Quando alguém, chamado a colaborar com o Senhor, nega a colaboração pedida, ele se volta para outro. Assim, havia escolhido Saul como rei de Israel, como ele se tornou indigno de sua confiança, Deus o deixou de lado e escolheu Davi. Eli e seus filhos haviam sido escolhidos para sacerdotes, mas dada a indignidade de seus filhos, Deus os deixou de lado e escolheu Samuel.  O próprio povo hebreu tinha sido escolhido como primeiro destinatário do Evangelho. Uma vez que não soube reconhecer Cristo, a pregação da Boa-Nova se voltou para os pagãos. Jesus havia escolhido Judas Iscariotes como apóstolo, mas como ele traiu o Mestre, outro — Matias — foi escolhido em seu lugar.

Cada um de nós é chamado à salvação, recebe uma vocação e é enviado em benefício de outros. Se não correspondermos devidamente, comprometeremos nossa própria salvação e poderemos ser substituídos por outros. Deus, que nos chama a ser seus colaboradores, poderá levar sua obra adiante mesmo sem nós. Entende-se, pois, que os maiores elogios que Maria receberá se referirão, justamente, à sua fé e à sua fidelidade.

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.

sábado, 28 de novembro de 2015

Salve, Rainha! - 29.11.2015

Glorificar Maria é recordar sua missão, todo o desígnio de Deus para ela. Missão de misericórdia e de salvação, centrada no altíssimo privilégio da maternidade divina; desígnio de perdão e de reconciliação, pois o Pai celeste, enviando seu Filho para a redenção do mundo, escolheu Maria como primeira colaboradora de sua vontade salvífica. Nela, o céu se une à terra e, por seu intermédio, é oferecido à humanidade o divino Salvador.

Que harmonias de piedade e de comoção suscitam o canto da Salve Rainha, uma das mais antigas e queridas antífonas, que, no anseio confiante, celebra essa missão materna de Maria! Do início da oração: “Salve, Rainha, Mãe de misericórdia”, ao seu desenvolvimento, é todo o poema da humanidade perturbada pelo pecado, sujeita ao pranto, à dor e à morte, que, não obstante, olha para ela como “vida, doçura e esperança nossa” e a invoca no supremo anseio, palpitante de fé invencível e luminosa: “mostrai-nos o fruto de vosso seio, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria” (DMC, V, 231).

Do livro:“Maio com Maria e o Papa João XXIII”, Paulinas Editora.

Senhora e Rainha - 28.11.2015

O povo te chama de Nossa Senhora,
por causa de nosso Senhor.
O povo te chama de mãe e rainha,
porque Jesus Cristo é o rei do céu.
E por não te ver como desejaria,
te vê com os olhos da fé.
Por isso ele coroa tua imagem, Maria, 
por seres a Mãe de Jesus, 
por seres a Mãe de Jesus de Nazaré. 

Como é bonita uma religião 
que se lembra da Mãe de Jesus.
Mais bonito é saber quem tu és!
Não és deusa, não és mais que Deus,
mas, depois de Jesus, o Senhor,
neste mundo ninguém foi maior... 

Aquele que lê a palavra divina,
por causa de Nossa Senhora,
já sabe o que o livro de Deus nos ensina
que só Jesus Cristo é o intercessor!
Porém, se podemos orar pelos outros,
a Mãe de Jesus pode mais!
Por isso te pedimos em prece, ó Maria,
que leves o povo a Jesus, 
porque de levar a Jesus, entendes mais!
Pe. Zezinho, scj, do CD: 'Quando a gente encontra Deus', Paulinas COMEP

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ó Virgem Maria, nós vos veneramos


Ó Virgem Maria, nós vos veneramos porque vós sois a Mãe de Deus e nossa.
Sois santa e imaculada, consagrada a Cristo, vosso Filho, e unida ao Espírito Santo.
Ó Mãe da Igreja, dai-nos amar a família dos filhos de Deus e dos irmãos de Jesus.
Nós vos pedimos por todos os fiéis que participam de nossas paróquias e comunidades e os demais, espalhados pelo mundo inteiro.
Pedimo-vos pelos fiéis leigos, para que vivam os sacramentos do Batismo e da Crisma e da Eucaristia pelo testemunho da fé, do amor e da esperança.
Pelos fiéis casados, para que expressem pelo sacramento do Matrimônio seu amor conjugal e sejam responsáveis na construção da própria família.
Pedimo-vos pelo Papa, para que seja reconhecido e amado como Sucessor de Pedro e Vigário de vosso Filho.
Pelos Bispos, para que sejam acolhidos e respeitados como Sucessores dos Apóstolos.
Pelos sacerdotes, para que vivam como ministros do vosso Filho, Mestre e Sacerdote.
Pelos diáconos, para que sejam servidores disponíveis do Povo de Deus.
Pedimo-vos pelos religiosos e religiosas, para que expressem sua consagração a Deus no mundo, pela vivência dos conselhos evangélicos e dos diferentes carismas de suas Ordens, Congregações ou Institutos.
Ó Maria, abençoai e defendei a Igreja do vosso Filho na variedade de seus dons, serviços e ministérios!
Amém.

Do livro: Maria da nossa fé, publicado por Paulinas.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Maria guardou tudo no coração


Jesus fez muita gente santa e todos os santos que ele fez souberam conviver e ajudar os outros. Maria é santa porque guardou tudo no coração, mais do que depressa foi servir Isabel e esteve lá, o tempo todo, servindo e amando seu Filho e os que o Filho amava. Essa mulher nos encanta porque pensou, orou, serviu e nunca se afastou do seu filho nem afastou ninguém dele.

Os santos nos impressionam por isso. Foram e são servos de Deus. Por isso, a Igreja primeiro declara alguém venerável, digno de respeito e admiração porque servo de Deus; depois, beato e então santo. Podemos imitá-los, porque eles seguramente levam a Jesus. Nenhum deles vai nos levar a eles mesmos. São setas apontando para o Cristo. Eles nunca afastam ninguém do Cristo. São misericordiosos para com quem não é misericordioso com eles. Procure uma pessoa solidária, que diz a verdade, ama, perdoa, pede perdão e achará uma pessoa a caminho da santidade. Santo rima com solidário!

Pe. Zezinho
No livro: Maria do jeito certo, publicado por Paulinas.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Maria Medianeira

Erram os que atribuem a Maria poderes que ela não tinha e não tem. Maria também tem que pedir, porque todo o poder foi dado a Jesus e não a ela (Jo 13,3). Mas, se Jesus delegou poder aos apóstolos (At 1,8; Mt 10,1; 28,18), é impensável que negasse poder a sua mãe. Jesus não disse em nenhum momento que delegaria todo o seu poder a Maria. Também não disse que não delegaria.

Por isso, se é certo que não temos que pedir tudo por intermédio de Maria, e que Deus não precisa de Maria para nos dar todas as suas graças, também é certo que podemos orar com ela e pedir que ore conosco, como é certo que Deus a usa como sua serva e filha, da mesma forma que pastores e padres se dizem usados por Deus como servos e profetas. Se faz conosco, seus discípulos pecadores, fez e faz muito mais com Maria, santa e mãe!

Quem prega que Deus só nos atende por intermediação de Maria, porque por ela passam todas as graças do céu, não entendeu o dogma de Maria Medianeira. Seria contra a Bíblia pensar assim. Quem prega isso não está pregando como católico. Os textos de Jesus são bem claros: a Jesus, o Cristo, foi concedido o poder (Mt 10,32; Jo 1,3; 13,13).

Em nenhum momento ele diz que temos que buscar suas graças no colo de sua mãe Maria. A Igreja oficialmente jamais disse isso. Nem poderia dizê-lo. Ao contrário, aprendendo com Maria, ela diz que os servidores do casal de Caná devem ir ao Filho dela (Jo 2,5). Não fez sem o Filho; mandou ir a ele, porque o Filho faz! Esta é Maria!

Deus não depende de Maria para nos atender. Mas não há alma cristã mais capaz do que Maria de orar conosco e por nós a Jesus. Nossa fé nos diz que um cristão que pedir a Maria que ore com ele e por ele estará pedindo ajuda à melhor pessoa a quem se pode recorrer depois de Jesus.

Pe. Zezinho
Do Livro: Maria do jeito certo, publicado por Paulinas.