domingo, 27 de dezembro de 2015

Nossa Senhora da Sagrada Família - 27.12.2015

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Raphael

Dentro da história do Mistério da Salvação, a Virgem Maria é muito mais do que a mera personagem que deu vida e acompanhou a obra de Jesus de Nazaré, o Redentor. Foi a primeira pessoa a acreditar em Jesus, o Messias Filho de Deus. Venerada por todas as gerações, a vida humilde e simples desta mulher judia, mãe de família e servidora de Deus fez dela o mais valioso instrumento de conversão e inspiração de fé, modelo perfeito para as mães e toda cristandade.

A grandeza de Maria está na sua completa essência humana, santificada na humildade e vivência em plena comunhão com Deus. Maria ensinou o significado do silêncio, da oração e do sacrifício humilde mas dignificante, dos pobres e simples.

Maria e José constituíram com Jesus a família idealizada pelo Criador. Neste lar comum e anônimo, Jesus cresceu com amor: amor de uma mãe cuidadosa e atenta, amor de um pai adotivo trabalhador e honrado, amor de Deus que vigiava seu único Filho. Aceitar o amor filial e maternal de Maria Santíssima é acreditar na sua presença de mãe na revelação do Verbo encarnado.

Maria é a fonte de amor que se coloca a serviço daqueles que necessitam de sua ajuda. A mãe que se entrega à família, na alegria, na tristeza e na provação. Confiar nela é acreditar em Jesus, porque não existe Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus. A Igreja comemora esta festa em data móvel, no primeiro domingo após o Natal, quando este não ocorrer, deve ser realizada a partir do dia 29 de dezembro.
Texto: Paulinas Internet

Guardar tudo no coração - 27.12.2015

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Lorenzo Lotto

Ao chegar a Belém, tendo encontrado Maria e José e o menino deitado na manjedoura, como lhes havia anunciado o anjo, os pastores não se contiveram e contaram detalhes da experiência que haviam tido naquela noite. “Todos os que ouviram os pastores ficavam admirados com aquilo que contavam”. Também para Maria foi uma experiência extraordinária. Como compreender tudo? Como assimilar? Só havia uma maneira de não perder os inúmeros sinais que Deus lhe havia dado em tão poucas horas: guardar tudo no coração para meditar posteriormente, juntando, então, as peças daquele divino quebra-cabeças.

Se as palavras dos pastores a surpreenderam, o que dizer da experiência que estava vivendo interiormente, e que ninguém via? Como, nessa hora, não se lembrar de Abraão? Para fazer a vontade de Deus, havia caminhado na fé, numa longa noite escura, pois levava seu filho para o sacrifício, o filho único, que garantiria o cumprimento das promessas de Deus. Ela, também sem compreender, devia aceitar o mistério que a envolvia e esperar, no abandono confiante, que com o passar do tempo nascesse uma luz sobre tudo o que estava vendo, ouvindo e guardando no coração. O título de “Memória da Igreja”, que um dia receberia, seria bem merecido.

Estava diante de uma criança que era sua: a havia gerado, deveria cuidar dela, educá-la e envolvê-la com seu amor. Mas, por outro lado, precisava reconhecer que, mesmo fazendo tudo isso, não podia dizer que o menino era seu. O anjo Gabriel, na anunciação, havia sido claro: “Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Portanto, se alguém tinha direitos sobre o filho que contemplava, e do qual já se diziam coisas surpreendentes, esse alguém era o Pai. Começava, pois, a compreender que a resposta que dera nove meses antes — “Eis aqui a serva do Senhor” — precisava ser repetida, acima de tudo para convencer-se de que vivia uma situação marcada pelo mistério. Quando interrogado pelo filho sobre como oferecer um sacrifício ao Senhor, já que faltava o cordeiro, Abraão lhe respondeu, confiante: “Deus providenciará!”. Como será que seu Filho e Filho do Pai eterno reinará para sempre, nascendo aqui, pobre, numa gruta? Será acolhido? “Deus providenciará!”. Descobria, aos poucos, que Deus só lhe pedia viver intensamente aquele momento, colocar-se à disposição de seus planos e guardar tudo no coração. Do resto, ele próprio cuidaria.
Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Maria, Mãe e Filha da misericórdia de Deus

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A Virgem Maria e o seu ser Mãe e Filha, escrava e instrumento, da misericórdia de Deus.
No contexto deste Ano Santo da Misericórdia, neste Tempo do Advento, refletir sobre a Santíssima Virgem Maria como Mãe e Filha da misericórdia de Deus pode nos dar muitas luzes para nossa vida em Cristo Jesus. Desde o século XI, a Mãe de Deus é invocada pelos cristãos, na antiquíssima oração da Salve Regina, com a expressão em latim “Mater misericordiae”, que significa Mãe da misericórdia. Na mesma oração, a Mãe da Igreja é dirigida a invocação: “illos tuos misericordes oculos ad nos converte”, que quer dizer: “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”. Esta maternidade misericordiosa da Virgem Maria tem dois sentidos. Primeiramente, “ela foi a porta através da qual a misericórdia de Deus, com Jesus, entrou no mundo, e agora é a porta por meio da qual nós entramos na misericórdia de Deus, nos apresentamos diante do ‘trono da misericórdia’ que é a Trindade”. Simbolicamente, na Santa Missa de abertura do Ano da Misericórdia, que foi celebrada na Praça de São Pedro, no último dia 8 de dezembro, “ao lado do altar estava exposto um antigo ícone da Mãe de Deus, venerada em um santuário pelos grego-católicos de Jaroslav, na Polônia, conhecida como a ‘Porta da misericórdia’”. Neste contexto histórico e litúrgico riquíssimo no qual vivemos hoje, meditemos sobre a misericórdia divina na vida da Santíssima Virgem, com o ardente desejo de colher muitos frutos para a nossa vida espiritual.
A Virgem Maria e o seu ser Mãe e Filha, escrava e instrumento, da misericórdia de Deus.
Anunciação do Arcando São Gabriel a Virgem Maria
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A Virgem Maria: mãe e filha da misericórdia de Deus
Ser Mãe da misericórdia é apenas um dos aspectos da relação entre a Virgem Maria e a misericórdia de Deus. A Mãe de Jesus não é somente canal e mediadora da misericórdia de Deus, mas é também o objeto e a primeira destinatária da misericórdia. A Mãe de Deus “não é só aquela que nos obtém misericórdia, mas também aquela que obteve, primeiramente e mais do que todos, misericórdia. Para meditar a esse respeito, recordemos que a palavra “misericórdia” é sinônimo de graça e que ambas dizem respeito a Deus somente em relação a nós. “Só na Trindade o amor é natureza e não é graça; é amor, mas não misericórdia. Que o Pai ame o Filho, não é graça ou concessão; é, em certo sentido, necessidade; o Pai tem necessidade de amar para existir como Pai. Que o Filho ame o Pai, não é concessão ou graça; é necessidade intrínseca, embora seja perfeitamente livre; ele precisa ser amado e amar para ser Filho”. Somente quando Deus criou o mundo e as criaturas livres que nele vivem, o seu amor se tornou gratuito e imerecido, ou seja, graça e misericórdia. Estas dizem respeito apenas a quem é inferior ou necessita da ajuda de alguém, ou alguma coisa, como nós em relação a Deus. Isso já era assim antes mesmo do pecado entrar no mundo. Por causa do pecado, conhecemos mais uma das “faces” da misericórdia de Deus, que se chama perdão. O título “cheia de graça”, atribuído a Virgem de Nazaré pelo Arcanjo são Gabriel, é sinônimo de “cheia de misericórdia”, que diz muito desta Filha da misericórdia por primazia e excelência. Maria Santíssima proclamou essa verdade da misericórdia divina no seu Magnificat: “porque olhou para sua pobre serva […] a sua misericórdia se estende de geração em geração […] lembrado da sua misericórdia”. Em seu cântico, a Virgem Maria se sente beneficiária e, ao mesmo tempo, testemunha privilegiada da misericórdia.

Fonte Canção Nova

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nasceu para vós! - 22.12.2015

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Texto de Maria do dia 25 de dezembro




Quando os pastores iniciaram o trabalho naquela noite, tudo indicava que viveriam momentos iguais a milhares de outros. O que poderia acontecer de extraordinário além da tentativa de roubo de ovelhas ou do desgarramento de alguma delas? Nas longas noites nos arredores de Belém, as estrelas e a monotonia eram suas únicas companheiras. Mas, agora, o aparecimento inesperado do Anjo do Senhor, o anúncio do nascimento do Salvador e a sinfonia de um coro angelical deixaram-nos receosos e surpresos. Do medo, o próprio mensageiro cuidara: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo”. A surpresa os levou a tomar uma decisão: “Vamos a Belém, para ver a realização desta palavra que o Senhor nos deu a conhecer”. Como não ir, se o nascimento anunciado era para eles? “Nasceu para vós!”, dissera-lhes o anjo. Como não ir “às pressas”, já que se tratava do nascimento do “Salvador, que é o Cristo Senhor”?

Foram a Belém e, como o anjo lhes anunciara, encontraram, “deitado numa manjedoura”, o recém-nascido “envolto em faixas”. “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino”.  Depois daquela noite, em que foram envolvidos de luz,  nunca mais suas vidas foram as mesmas. Por isso, quando voltaram para casa, louvaram e glorificaram a Deus “por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito”.

Dentre as lições que os pastores nos dão, três podem ser destacadas. Primeira lição: muitas vezes o Senhor se manifesta onde e quando menos se espera. É preciso estar sempre atento, vigilante, para acolhê-lo no momento mais inesperado e na hora menos previsível. “Tenho medo do Cristo que passa e não volta”, dizia Santo Agostinho. Quantas vezes pode ter passado a seu lado sem que fosse acolhido? Segunda lição: para encontrar-se com o Senhor, é preciso ter a capacidade de desinstalar-se. Os acomodados não o encontram, porque não aceitam sair de onde estão para “ir até Belém”. Terceira lição: é necessário aceitar o fato de que é o Senhor que escolhe a maneira de se manifestar. Quem tem ideias preconcebidas sobre isso, e não abre mão delas, será incapaz de reconhecê-lo quando se manifestar em humildes grutas.

Maria sabia disso. Tanto sabia que, em Belém, foi capaz de acolhê-lo e adorá-lo, mesmo sem ter ouvido cânticos de anjos. E passou toda a sua vida acolhendo-o em situações inusitadas e surpreendentes.
Retirado do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.
http://comeceodiafeliz.com.br/

domingo, 20 de dezembro de 2015

De Maria, o Sol de justiça - 20.12.2015



De Maria despontou o “Sol de justiça”: aquele que “vem do alto”, que é reconciliação entre o céu e a terra, entre o divino e o humano.
O drama do primeiro Natal desenvolveu-se em uma gruta: em um clima de grande simplicidade, pobreza e humildade.

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O autor da Imitação de Cristo soube captar muito bem uma das leis fundamentais da economia divina: “Humildade e simplicidade”, escreve ele, “são as duas asas sobre as quais se eleva o que é de fato grande diante do Altíssimo e destina-se a beneficiar realmente a humanidade”.

Ó doce Menino de Belém, permite que nos aproximemos com toda a alma do profundo mistério da encarnação. Incute no coração dos homens aquela paz que eles buscam às vezes tão arduamente e que só tu lhes podes dar.

Ajuda-os a se conhecerem melhor e a viverem fraternalmente como filhos de um mesmo Pai. Mostra-lhes também tua beleza, tua santidade, tua pureza. Desperta em seu coração o amor e o reconhecimento por tua infinita bondade. Une-os todos na caridade. E dá-nos tua paz celestial. Amém (SD, III, 389).
Do livro: 'Maio com Maria e o Papa João XXIII', Paulinas Editora.
http://comeceodiafeliz.com.br/

sábado, 19 de dezembro de 2015

Quando se completou o tempo previsto... - 19.12.2015





“Quando se completou o tempo previsto...”. Temos outras traduções possíveis desta passagem que traz a mais antiga referência a Nossa Senhora, mesmo sem nominá-la: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo...”; “Quando se cumpriu o prazo...”; “Quando chegou o tempo certo...”. A tentativa é a mesma: falar do mais extraordinário momento da história, aquele em que se concretizaram as antigas promessas divinas; aquele em que o Pai nos enviou seu Filho ao mundo. O Salvador entra no tempo e na história. E não o fez de forma triunfal, gloriosa, mas despojando-se, “assumindo a forma de escravo e tornando-se igual ao ser humano”. O Filho de Deus se faz carne, nascendo de uma mulher. E a mulher, que no cruzamento do tempo e da história possibilita essa encarnação, é Maria.

Há os que talvez se perguntem: seria possível encarar como glória o fato de alguém ter possibilitado à “Palavra que era Deus” aparecer como homem, humilhando-se? Sim, Deus se humilha, assume nossa forma e nossas limitações — todas —, menos a maior: a limitação do pecado! Mas faz isso por nós, por você! Aceitou ir aonde estávamos, mergulhados na miséria do pecado, para nos resgatar, para nos possibilitar viver como Seus filhos. Do ponto de vista humano, não é glorioso ser mãe de um escravo. Mas, na lógica de Deus, grande é aquele que serve.
Com seu sim, Maria colaborou com o Filho de Deus que, obediente ao Pai, veio morar entre nós. Agora, não somos mais escravos, mas filhos e herdeiros de Deus.

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora
http://comeceodiafeliz.com.br/

Estrela que nos conduz a Jesus 18.12.2015






Mãe de Jesus e minha Mãe! A ti a humanidade recorre em suas necessidades e invoca com inúmeros nomes e títulos. Cada um deles lembra teu amor maternal por um grupo de teus filhos, por um lugar ou todo um país. Lembra, também, tua proteção em momentos de dor, de doença ou de alegria.
Por toda a parte és aclamada como Rainha, pois teus filhos sentem em suas vidas tua amorosa intercessão. Também eu sou testemunha de que o Todo-Poderoso fez em ti grandes coisas.
Por isso, lembrado daquele que é o fundamento de todos os outros títulos - Mãe de Jesus -, te peço: sê para todos a Estrela que conduz a teu Filho. Amém.

Retirado do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora.
http://comeceodiafeliz.com.br/