sábado, 19 de dezembro de 2015

Quando se completou o tempo previsto... - 19.12.2015





“Quando se completou o tempo previsto...”. Temos outras traduções possíveis desta passagem que traz a mais antiga referência a Nossa Senhora, mesmo sem nominá-la: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo...”; “Quando se cumpriu o prazo...”; “Quando chegou o tempo certo...”. A tentativa é a mesma: falar do mais extraordinário momento da história, aquele em que se concretizaram as antigas promessas divinas; aquele em que o Pai nos enviou seu Filho ao mundo. O Salvador entra no tempo e na história. E não o fez de forma triunfal, gloriosa, mas despojando-se, “assumindo a forma de escravo e tornando-se igual ao ser humano”. O Filho de Deus se faz carne, nascendo de uma mulher. E a mulher, que no cruzamento do tempo e da história possibilita essa encarnação, é Maria.

Há os que talvez se perguntem: seria possível encarar como glória o fato de alguém ter possibilitado à “Palavra que era Deus” aparecer como homem, humilhando-se? Sim, Deus se humilha, assume nossa forma e nossas limitações — todas —, menos a maior: a limitação do pecado! Mas faz isso por nós, por você! Aceitou ir aonde estávamos, mergulhados na miséria do pecado, para nos resgatar, para nos possibilitar viver como Seus filhos. Do ponto de vista humano, não é glorioso ser mãe de um escravo. Mas, na lógica de Deus, grande é aquele que serve.
Com seu sim, Maria colaborou com o Filho de Deus que, obediente ao Pai, veio morar entre nós. Agora, não somos mais escravos, mas filhos e herdeiros de Deus.

Do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora
http://comeceodiafeliz.com.br/

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